Os Wingmakers (Os Criadores com Asas) ou Pleiadianos

6 – Quarta Entrevista com Dr. Neruda, por Sarah

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Elaborado por Sarah

 

O que segue é uma entrevista que fiz com Dr. Neruda em 31 de Dezembro de 1997. Ele permitiu que eu gravasse suas respostas às minhas perguntas. Esta é a transcrição dessa seção, que é uma de cinco entrevistas feitas. Preservei essas transcrições exatamente como aconteceram. Não foi feita nenhuma edição, e tentei o melhor para incluir as mesmas palavras, frases e gramática usadas pelo Dr. Neruda.

(Antes que essa entrevista seja lida, recomenda-se ler as três anteriores)

 

Sarah:

Como prometi, uma das coisas que quero focalizar nessa entrevista é o local Ancient Arrow. Como você havia dito outro dia, os artefatos foram tirados de lá. Onde estão agora e o que você acha que o ACIO pretende fazer como eles?

Dr. Neruda:

Quando desertei, a antecâmara e as 23 sub-câmaras foram cuidadosamente medidas, analisadas, e todos os artefatos foram catalogados. Todos os artefatos que poderiam ser levados das 23 câmaras foram transportados para o laboratório do ACIO para serem testados rigorosamente. Esperava-se que contivessem tecnologias acessíveis que pudessem de alguma forma acelerar o processo de desenvolvimento do BST. Porém, acho que as coisas mudaram de rumo quando da descoberta da 24ª câmara.

Sarah:

Você nunca deu nenhum detalhe sobre as câmaras anteriormente. O que tinha de tão especial na 24ª Câmara?

Dr. Neruda:

O interessante nas câmaras, além dos artefatos, era que o local era tão estéril quanto uma sala de operação de hospital, com exceção da 23ª câmara. Lembre-se que essas câmaras se sobressaem de um corredor central que vai para cima em forma de espiral na pedra sólida. Do topo da 23ª câmara para a antecâmara abaixo tinha mais ou menos 50 metros. Sabíamos que havia 24 capítulos ou segmentos no disco ótico, mas assumimos que embora a antecâmara não tivesse nenhum artefato, estava incluída. Portanto, erroneamente assumimos que as 24 câmaras tinham sido consideradas.

Sarah:

E não estava correto?

Dr. Neruda:

Não. Havia uma outra câmara que estava escondida.Sarah:

Como?

Dr, Neruda:

A 23ª câmara tinha uma quantidade significativa de pedras no chão. Tinha todas as características de algo inacabado, como se os construtores tivessem que partir de repente ou simplesmente não tiveram paciência para completar seu trabalho. Investimos uma quantidade razoável de tempo e análise estudando as paredes e escombros da 23ª câmara, na tentativa de entender os métodos de construção, mas nunca suspeitamos que houvesse uma passagem escondida no chão, sob os escombros da câmara.

Sarah:

Portanto, havia uma porta escondida?

Dr. Neruda:

Um pouco antes de minha deserção, uma porta foi descoberta por alguns investigadores do ACIO que estavam fazendo um tipo de fotografia de raios-X do interior do local.

Sarah:

Com que objetivo?

Dr. Neruda:

Eles estavam tentando verificar se havia alguma deficiência estrutural que pudesse causar instabilidades para o local a longo prazo. Nós tínhamos quebrado o selo neste local, o que significava causar uma certa tensão à estrutura. Como Fifteen é uma pessoa extremamente cuidadosa, quis se assegurar que não tínhamos causado, inadvertidamente, algum dano à integridade da estrutura. Ele sentia que a preservação do local era potencialmente crítica.

Sarah:

Foi assim então que estas radiografias mostraram uma porta para outra câmara. Como isto não foi percebido antes? Estava completamente escondida?

Dr. Neruda:

Na realidade não. Haviam-nos dito para deixar todas as câmaras como tínhamos encontrado, além de tirar os artefatos e catalogar tudo que achamos. O que não percebemos foi que seis polegadas de pedra escondiam uma passagem vertical no piso da 23ª câmara.

Sarah:

Estava direcionada diretamente para baixo?

Dr. Neruda:

Exato. Estava mais ou menos a 50 metros. . .

Sarah:

Mas eu havia entendido que a antecâmara estava a 50 metros debaixo da 23ª câmara.

Dr. Neruda:

É, mas não diretamente abaixo. A 24ª câmara é separada apenas por quatro metros da parede mais próxima da antecâmara.

Sarah:

Havia uma passagem entre as duas, ou a única entrada era pela 23ª câmara?

Dr. Neruda:

A única entrada era pela 23ª câmara, feita de tal forma que era quase impossível entrar.

Sarah:

Por quê?

Dr. Neruda:

Porque a passagem foi cortada de forma muito estreita para um corpo adulto, e era uma distância muito grande para atravessar.

Sarah:

Com toda tecnologia que vocês tinham, não poderiam ter feito mais largo?

Dr. Neruda:

Era uma alternativa, mas Fifteen não sentia que era garantido.

Sarah:

Por que não? Era uma descoberta importante, talvez a chave para o local inteiro.

Dr. Neruda:

O ACIO tinha tecnologias que nos permitiam colocar máquinas fotográficas sob a passagem e fotografar a câmara inteira remotamente.

Sarah:

O que vocês viram?

Dr. Neruda:

Era a maior das 24 câmaras, em todas as dimensões. A pintura na parede era a maior, e semelhante à 23ª câmara, era horizontal em vez de vertical. Havia um artefato de tecnologia que tiramos da câmara que, até onde sei, é, como todos os outros, inacessível às sondagens do ACIO.

Sarah:

Além da câmara ser maior, havia alguma outra diferença?

Dr. Neruda:

Era bem parecida com a 23ª câmara no sentido que também estava inacabada na aparência, mas era aproximadamente três vezes maior em volume. Havia uma série de inscrições na parede oposta a pintura que estavam organizadas em sete grupos de cinco caracteres.

Sarah:

Eu sei que você me mostrou fotografias das pinturas das câmaras, mas eu vi essa?

Dr. Neruda:

Não.

Sarah:

Como ela é?

Dr. Neruda:

É a mais abstrata e complexa da coleção, e consequentemente, a mais difícil de descrever. Como todas as pinturas das câmaras, investimos esforço e tempo consideráveis para decodificar os símbolos e analisar o conteúdo da pintura, mas só conseguimos especular sobre seu real propósito.

Sarah:

Alguma hipótese para que a 24ª câmara estivesse escondida?

Dr. Neruda:

Lembra que o local foi interpretado pela maioria dentro do Grupo Labirinto como sendo baseado em nosso genoma humano. . .

Sarah:

Por causa da forma em hélice?

Dr. Neruda:

Sim, pois de fato haviam 23 câmaras, o número preciso de cromossomos, ou pares de cromossomos em uma célula humana normal. Estes fatores, junto com alguns detalhes contidos nas pinturas da câmara e também no texto filosófico que decodificamos, nos levaram a concluir que o local foi projetado para contar uma história sobre o genoma humano.

Sarah:

Certo, mas por que a 24ª câmara estava escondida e como isso tem relação com o genoma humano?

Dr. Neruda:

Eu não sei com certeza, mas lembre-se que o 23º cromossomo determina o sexo do indivíduo. A pintura da 23ª câmara é a única que mostra, embora de forma abstrata, a genitália de um homem e de uma mulher. Consideramos que isto foi proposital. O fato da 23ª câmara estar inacabada sugeria que o 23º cromossomo também era de alguma maneira inacabado, implicando que poderia ser alguma outra função do gene do sexo que ainda não foi completada.

Sarah:

Mas o genoma inteiro não é inacabado? Eu me lembro de ter lido que 95% do genoma não têm funcionalidade. Não é verdade?

Dr. Neruda:

É verdade que as instruções contidas dentro dos genes não são usadas na maior parte, mas os próprios genes, até onde suas instruções se estabelecem, não são tão incompletos como sabemos. Sem dúvida que há mutações genéticas que acontecem de tempos em tempos, mas isso não significa que são incompletos, mas sim adaptação espontânea para interfusão genética.

Sarah:

Então o que acontece com a 24ª câmara? Há casos que uma pessoa possa ter 24 cromossomos?

Dr. Neruda:

Primeiro, são 23 pares de cromossomos, e sim, há pessoas que têm um cromossomo extra, mas geralmente não é desejável, e é frequentemente letal. Em nossa pesquisa, nunca vimos 24 pares de cromossomos em um humano saudável, normal.

Sarah:

Mas não é possível que não seja sobre pares de cromossomos? Não são alguns pares de câmaras, portanto, talvez sejam mais ou menos 24 cromossomos.

Dr. Neruda:

Esta possibilidade foi explorada certamente.

Sarah:

  1. . . ?

Dr. Neruda:

Não havia nenhuma evidência segura, assim a teoria foi desconsiderada.

Sarah:

Assim, nada humano tem 24 cromossomos ou 24 pares de cromossomos? Por que os Wingmakers construiriam algo tão obviamente genético em sua forma e cometem um erro como esse?

Dr. Neruda:

Ninguém dentro do Grupo de Labirinto acreditava que havia um erro. Chimpanzés, orangotangos, e gorilas possuem 24 pares de cromossomos.

Sarah:

Macacos?

Dr. Neruda:

Qualquer biólogo molecular lhe dirá que nosso genoma é uma combinação de 98% do chimpanzé.

Sarah: Você está sugerindo que o Wingmakers produziram todo esse sítio arqueológico em homenagem ao chimpanzé?

Dr. Neruda:

Não. Estou simplesmente relatando a verdade. Até 1955 cientistas acreditaram que os humanos tinham 24 pares de cromossomos assim como o chimpanzé ou o gorila, entretanto foi descoberto que em algum momento no tempo, os humanos fundiram dois cromossomos em um. . .

Sarah:

E como tudo isso se relaciona com a descoberta da 24ª câmara?

Dr. Neruda:

Provavelmente não se relaciona. O genoma humano é como um conjunto de enciclopédias com 23 volumes. É bastante possível que a 24ª câmara, neste caso, seja o equivalente ao volume correspondente ao índice.

Sarah:

Mas não é visível como os outros 23 cromossomos?

Dr. Neruda:

Nós achávamos que havia um significado pelo fato da 24ª câmara estar escondida, e por estar conectada por uma passagem estreita, vertical para a 23º. É possível, teoricamente, que o 24º cromossomo não seja um depositório de gene com base molecular. Pode haver uma mutação genética que está sendo pressagiada em nosso futuro, ou a 24ª câmara é uma metáfora para uma funcionalidade nova das espécies humanas que são, como ainda são, dormentes/latentes ou não-codificadas.

Sarah:

E o que Fifteen pensa disso tudo?

Dr. Neruda:

ZEMI tinha feito uma pesquisa exaustiva das variáveis, e acredito que Fifteen aceitara sua alternativa mais provável, ou seja, que o 23º cromossomo foi destinado para transformar e criar, ou catalisar, a criação de um 24º cromossomo que agiria como um sistema de navegação ou índice para geneticistas futuros.

Sarah:

E ZEMI deduziu tudo isso de uma única pintura?

Dr. Neruda:

ZEMI tinha 62 análises diferentes da pintura da 24º câmara, e cada uma delas tinha uma probabilidade de mais de 40%. Isto é desconhecido a menos que o objeto seja codificado com grande complexidade, e esta codificação abre constantemente um grande leque de possibilidades. Esta pintura, juntamente com os caracteres na parede oposta, estava nessa posição. O ACIO chama este fenômeno, Complexity Interlocks, com fatores em uma escala de zero a cem. Se um objeto ou evento tem um CI de 15, é considerado um objeto codificado. Os artefatos da 24ª câmara tiveram o CI mais alto de todas as câmaras: 94.6. Para se ter uma ideia do que isso representa, a câmara seis teve o mais alto índice, que foi um CI de 56.3.

Sarah:

Por que isso é importante?

Dr. Neruda:

Porque Fifteen olhava a 24ª câmara como a chave para entender o que significava o Ancient Arrow. A análise de ZEMI era muito específica, muito mais do que eu poderia relatar nesta nossa conversa.

Sarah:

Você pode me dar um exemplo de como ZEMI determina que este índice CI?

Dr. Neruda:

A pintura ou objeto passa por um scanner e é reduzida a seus componentes digitais. Cor, escala, posição, forma, e repetição são todos estabelecidos e analisados. Por exemplo, uma das pinturas abstratas na 24º câmara parece estar flutuando de cabeça para baixo, e tem 23 estrelas dentro de sua seção do meio. ZEMI daria um significado para isso, e este se tornaria uma linha de efeito teia. ZEMI continuaria criando estas linhas, procurando um padrão consistente. Se um padrão emergir com coerência matemática suficiente e contexto, deduz que o objeto é projetado para um determinado propósito.

Sarah:

Em outras palavras, um CI mais alto indica um propósito mais alto?

Dr. Neruda:

Sim, mas especialmente se a distinção é significativa como no caso da 24ª câmara.

Sarah:

Se todas as peças combinam, o quadro que emerge é que o Ancient Arrow foi criado como uma metáfora do genoma humano, e que está predizendo uma mutação que produzirá um 24º cromossomo que nos conduz diretamente para nossos primos cabeludos: os macacos. Isto não seria uma involução?

Dr. Neruda:

Não.

Sarah:

Por que não?

Dr. Neruda:

O ambiente molecular do 23º cromossomo é o mais antagônico e dinâmico de todos os cromossomos humanos. Isto abre uma perspectiva muito grande de mutação. Biólogos moleculares e evolutivos só estão começando agora a reconhecer esta realidade inerente ao 23º cromossomo. A análise de ZEMI era que a pintura da 24º câmara não estava preocupada com nossa identidade sexual, como no caso do 23º cromossomo, mas com nossa identidade espiritual.

Sarah:

Como assim?

Dr. Neruda:

Eu levaria pelo menos vinte minutos para explicar a razão. Posso?

Sarah:

Você pode me dar um resumo?

Dr. Neruda:

Vou tentar.

Há várias conexões entre as câmaras 23 e 24; o mais notável é que a 24ª câmara só é acessível através da 23ª câmara. Isto sugere que a 24ª existe como resultado dos comportamentos e condições da 23ª. De certo modo, o túnel que conecta as duas câmaras é um canal de nascimento, e a 24ª câmara é o bebê.

Considerando que o 23º é o cromossomo do sexo, isso é, determina a identidade sexual e física do indivíduo, seu propósito é largamente binário. É bastante lógico concluir que se era para dar à luz um cromossomo novo, pode ter algo a ver com nossa identidade espiritual, particularmente levando em conta todas as outras informações que temos sobre a Raça Central.

Sarah:

Tenho a sensação que você acredita nisso.

Dr. Neruda:

Eu penso que é uma hipótese viável, mas o propósito exato do Ancient Arrow ainda será determinado com confiança.

Sarah:

Existem outros locais como o Ancient Arrow que o ACIO está envolvido?

Dr. Neruda:

Não, nada dessa magnitude, mas o ACIO se envolve em tudo que possa ter a influência de ETs.

Sarah:

Você pode me dar um exemplo?

Dr. Neruda:

Havia uma instalação subterrânea de pedras esculpidas encontradas no Peru, em meados da década de 60. Em alguns aspectos tinha alguma similaridade com o Ancient Arrow.

Sarah:

Em que aspectos?

Dr. Neruda:

Era uma instalação subterrânea de considerável complexidade e continha milhares de pedras que tinham sido esculpidas com pictografias que representavam um vasto registro histórico da terra e de uma cultura pré-histórica, tudo entalhado em uma pedra conhecida como andesito.

Sarah:

E também esse local foi mantido secreto?

Dr. Neruda:

Não, ao contrário, foram introduzidas tamanhas desinformações, de tal forma que foi desacreditado pelas instituições acadêmicas que sem dúvida se sentiram ameaçadas caso revelassem alguma coisa.

Sarah:

Ainda não consigo entender como organizações como o ACIO podem operar tão secretamente e nossos governantes não saberem absolutamente nada sobre sua existência e seus objetivos.

Dr. Neruda:

Nem todos os seus governantes desconhecem o ACIO, mas você está certa sobre uma coisa: eles não conhecem seus verdadeiros objetivos.

Sarah:

Então quem conhece e quem não conhece?

Dr. Neruda:

Não é uma coisa simples te fornecer uma lista de nomes. Aqueles que sabem, e são políticos eleitos, formam uma lista muito pequena.

Sarah:

Quão pequena?

Dr. Neruda:

Preferiria não dizer agora, mas são menos que dez.

O mundo político não é dividido em republicanos e democratas ou de partidos liberais e conservadores. São divididos em uma estratificação de conhecimento e de inteligência vital. A oligarquia financeira da rede secreta que mencionei na semana passada, possui um conhecimento superior, e alguns desses conhecimentos são compartilhados com a força militar e outros com forças Isolacionistas.

Essa três forças são os principais componentes de como o mundo se organiza, supõe-se que a principal organização seja a Incunabula (N.T. Incunabula é uma palavra latina que significa berço, e em sentido figurado significa origem. É raiz da palavra incubadora), pois, controlam uma grande parte do dinheiro e dos ativos do mundo.

Sarah:

Ok, espere um pouco, pois fiz algumas pesquisas depois de nossa entrevista no Sábado, e descobri alguma coisa sobre uma organização chamada Illuminati. É esta a organização que você se refere como Incunabula?

Dr. Neruda:

Não. O Illuminati é uma parte dessa rede secreta, mas não é a organização principal. O Illuminati é afiliada com outras organizações aristocráticas, principalmente de raízes européias, mas seus objetivos não estão alinhados com a Incunabula.

Sarah:

Não entendo, pois de acordo com que li, me pareceu que esta era a rede secreta a que você estava se referindo.

Dr. Neruda:

Primeiro, você tem que entender que a rede secreta que me referi, é vagamente agrupada e não muito bem alinhada em função de objetivos competitivos. Todavia, existe uma certa camaradagem entre alguns grupos mais poderosos, pois compartilham um status de elite nos negócios, nas universidades e no governo.

No entanto, esses grupos geralmente são criados para ajudar seus membros a construir uma enorme fortuna e influência através da rede de negócios dos membros e contatos no governo.

Sarah:

Você está certo que estamos falando da mesma organização?

Dr. Neruda:

Existem muitas histórias sobre os Illuminati que são baseadas mais em lenda do que em evidências. Muitos objetivos conspiracionais são atribuídos a eles, no entanto não estão organizados nessa direção. Sua liderança é visível demais e cuidadosamente investigada pela imprensa. Quando você tem essas características, você pode, em muitos casos, espalhar que objetivos conspiracionais globais estão funcionando.

Sarah:

E sobre as referencias ocultas dos Illuminati? São verdadeiras?

Dr. Neruda:

Os supostos líderes dos Illuminati não são ocultistas ou adoradores de Satã, de que geralmente são acusados. De novo, essa teoria conspiratória é usada normalmente por aqueles que procuram rotular os inimigos que podem incorporar Lúcifer, que, na definição deles, é sinônimo de oculto. Os Illuminati, embora sendo uma organização de elite, é composta de homens e mulheres que não se conformam com um único sistema de crença. As crenças espirituais de seus membros não são usadas como critério para sua seleção. O que é importante é a rede pessoal de contatos do membro da organização.

Sarah:

Mas eles não têm uma grande influência na política?

Dr. Neruda:

Sim, eles têm influência, assim como os Maçons, Skull e Bones e vinte e sete outras organizações que compõem essa intrincada e frágil rede de elite, mas as pessoas que controlam o plano mestre não estão diretamente afiliadas a nenhuma dessas trinta organizações.

A realidade é que essas organizações operam em uma das três forças que se alinham sob o controle da Incunabula.

Sarah:

Portanto, você está dizendo que o cenário político do mundo está organizado dentro dessas três forças e o grupo mais rico também tem mais conhecimento e basicamente controla os outros dois grupos?

Dr. Neruda:

A Incunabula não tem autoridade sobre as outras duas forças. Estrategicamente disponibiliza informações que levam as duas forças na direção que deseja.

Você pode olhar essas três forças como partes de um triângulo equilátero, estando a Incunabula no ápice, a Força Militar Global em uma base e a Força Isolacionista em outra. Esta é a estrutura real do poder global.

Sarah:

Não entendi muito bem os diferentes objetivos dessas três forças.

Dr.Neruda:

A Incunabula cuida da globalização dos canais monetários e dos suprimentos vitais como petróleo e gás natural; a Força Militar se preocupa com a difusão e preservação da democracia na terra, protegendo assim os próprios interesses das superpotências como a América e a Europa Ocidental; e a Força Isolacionista se concentra na indústria e construção de riqueza para seus cidadãos de sua nação, de seu país.

Sarah:

Mas como a Incunabula faz com que essas duas outras forças sigam suas ordens? Você poderia me dar um exemplo?

Dr. Neruda:

Porque você acha que Saddam Hussein invadiu o Kuwait?

Sarah:

Para conseguir seus poços de petróleo e ganhar muito dinheiro.

Dr. Neruda: Superficialmente, isto está perto da verdade. Após a guerra Irã-Iraque, Saddam esgotou a riqueza de seu país, e a bem da verdade, estava interessado na riqueza do Kuwait, mas também sabia que seu exército não estava preparado para invadir e anexar países, e também sabia que as superpotências protegeriam seus interesses no Kuwait.

Saddam tinha um dilema real, tinha acima de um milhão de soldados que estavam sem trabalho depois da guerra Irã-Iraque e não havia espaço na economia do Iraque para absorver esses homens. A Força Militar sabia desse dilema de Saddam e por uma campanha consistente de desinformação pela Força Militar, Saddam foi levado a acreditar que teria permissão para invadir o Kuwait sem retaliação das superpotências.

Existem agentes de alto nível dentro da Força Militar que são também os olhos e os ouvidos da Incunábula. Sabia-se que o Iraque tinha armas de destruição em massa que tinham sido desenvolvidas durante a guerra com o Irã. A Força Militar viu isso como um elemento desestabilizador de sua política de longo prazo de levar democracia – estilo americano – para a região produtora de petróleo.

A Incunábula não tem controle do petróleo do Oriente Médio. É o único ativo vital no qual não exerce sua autoridade plena. Saddam Hussein foi seduzido pela desinformação para atacar o Kuwait para que a Força Militar pudesse – como o mundo inteiro observou – desmantelar as defesas iraquianas. Este foi um evento organizado de impacto global idealizado pela Incunábula e realizado pela Força Militar, que nem imaginava que estava sendo levada para esse conflito, assim como o Iraque.

Sarah:

E tudo isso porque uma elite trilionária quer controlar o suprimento de petróleo no mundo?

Dr. Neruda:

É muito mais complexo do que isso, embora faça parte da equação. Não estou muito certo de quanto você quer que eu avance nesse assunto.

Sarah:

É difícil parar justamente agora que tomo conhecimento disso. Qual é o objetivo final da Incunábula?

Dr. Neruda:

Você se refere ao Oriente Médio?

Sarah:

Sim.

Dr. Neruda:

Eles querem controlar a produção de óleo cru. Querem ter autoridade sobre esse ativo crítico que é fundamental para modelar a economia mundial. Eles controlam o refino e a distribuição do produto acabado, mas não tem controle da produção, especialmente no Oriente Médio. Este é o objetivo principal, mas é cercado por objetivos secundários de levar a cultura Ocidental para a região e paulatinamente, mas com segurança, homogeneizar a cultura mundial. Eles querem essa cultura global como uma moldura para criar a regulamentação global.

Sarah:

E quanto tempo isso vai levar… assumindo que tenham sucesso?

Dr. Neruda:

Sob a perspectiva do ACIO, há uma possibilidade, de não mais de 35%, de ocorrer nos próximos 10 anos e salta para 60% de probabilidade em 20 anos. Depois se torna mais provável a cada década que passa, até alcançar uma quase certeza em 2060.

Sarah:

E quando você diz uma “regulamentação global”, o que você quer dizer?

Dr. Neruda:

A capacidade de regulamentar os recursos vitais do planeta como um todo, uma unidade política global.

Sarah:

Por que a Incunábula tem isso como um objetivo tão crítico?

Dr. Neruda:

A escassez de petróleo e suprimento de gás natural. Estas são fontes de energia não renováveis e que necessitam de 1 bilhão de anos para criar 3.2 trilhões de barris de petróleo utilizável, que, em apenas 110 anos, foi reduzida para 1.8 trilhões de barris. O suprimento de petróleo do planeta é a essência de sua economia. A medida que diminui, o mesmo acontece com o sistema econômico na vida das pessoas do mundo. A medida que desgastam as condições econômicas, instantaneamente surge, e se deixado sem controle, o caos toma conta.

Sarah:

De novo você está dizendo que tudo isso é por causa do petróleo?

Dr. Neruda:

Tente entender que para mim é espantoso que isso não seja óbvio. Alguém que conheça a condição de suprimento de petróleo do mundo, pode fazer uma simples extrapolação e concluir que o mundo está aproximadamente há 50 anos do fim do petróleo, na melhor das hipóteses. No pior cenário, um pouco mais que 25 anos.

Sarah:

Como pode ser isso? Não me lembro de ter visto alguma coisa sobre isso na imprensa. Acho que seria uma tremenda história se fosse tão óbvio e tão terrível.

Dr. Neruda:

Há muitas versões dessa história que circulam na imprensa, mas a grande mídia não dá muita atenção, assim como também a grande massa da população, pois se trata de um futuro distante – um tópico que não merece consideração pelos cidadãos que amam seu estilo de vida ocidental. No entanto, este futuro é justamente onde a Incunábula coloca seu foco, pois, isto é o que determina a estratégia atual.

O fim do suprimento de petróleo do mundo, associado com o crescimento da população humana, é a influência predominante que estabelece as políticas da Incunábula e sua direção.

Sarah:

Portanto, o programa da Incunábula é controlar a diminuição do suprimento de petróleo. E por que fazem isso?

Dr. Neruda:

Nos mais altos níveis da Incunábula, o planejamento é feito para 20 e 100 anos, dependendo do assunto. Eles estão bem conscientes que a medida que o suprimento de petróleo diminui, torna-se cada vez mais difícil extraí-lo das reservas do planeta, e consequentemente, necessita no mínimo, um delta de 30% nos custos de refino. Isto acarretará um profundo efeito no preço, o que pode provocar um efeito de uma recessão persistente na economia mundial.

Os planejadores da Incunábula acreditam que pela consolidação do controle do suprimento do petróleo e sua distribuição, seria o melhor caminho para impor um racionamento em nível global sem provocar um Armagedon.

Sarah:

É realmente assim tão sério?

Dr. Neruda:

Não quero parecer um alarmista, mas é o problema fundamental que o mundo deve encarar no século 21. As mentes mais brilhantes de nosso planeta estão bem conscientes disso e sabem disso há 20 anos ou mais.

Sarah:

Por que então os líderes mundiais e as mentes brilhantes não estão trabalhando em fontes de energia alternativa?

Dr. Neruda:

De certa forma estão. Existem várias fontes de energia alternativa que estão sendo consideradas – algumas ainda não estão disponíveis para o público até agora porque se originam de tecnologias que também podem levar a armas poderosas.

Mas o maior problema é como modificar o sistema de energia de nossa atual civilização para uma nova fonte de energia, ou talvez modificar a maneira como vivemos – nosso estilo de vida dependente do petróleo.

Sarah:

Porque isso é um problema? Acho que assim que o mundo despertar para a realidade da escassez do suprimento de petróleo, seria muito receptivo para essa nova fonte de energia.

Dr. Neruda:

Você já ouviu o conceito de Maquiavel sobre a dificuldade de mudar um sistema?

Sarah:

Acho que não.

Dr. Neruda:

Ele escreveu, “Não há nada mais difícil do que planejar, mais duvidoso que o sucesso, nem mais perigoso que administrar a criação de um novo sistema. Aquele que começa consegue a inimizade de todos aqueles que lucrariam com a manutenção do velho sistema, e aqueles que ganhariam com o novo sistema, são simplesmente apáticos defensores”.

Sarah:

Ok, portanto há necessidade de muito planejamento e preparação, e provavelmente de persuasão. Mas quais são as alternativas que temos?

Dr. Neruda:

Nenhuma. Esta é a realidade nos próximos 50 anos.

Sarah:

Presumo que a Incunábula planeja administrar essa mudança de sistemas. Estou certa?

Dr. Neruda:

Sim. Como disse antes, eles acreditam que a regulamentação dos recursos de energia e a capacidade para administrar o crescimento populacional são assuntos convergentes de nosso tempo que – se administrados corretamente – podem evitar o Armagedon.

Sarah:

Você falou a palavra Armagedon duas vezes esta noite. O que você quer dizer com isso? Você está falando da III Guerra Mundial?

Dr. Neruda:

Armagedon é definido pelo ACIO como o caos da humanidade. É quando a humanidade mergulha no caos e as interfaces do comércio global, comunicação e diplomacia são destruídas em favor da auto preservação. Se isto estivesse para acontecer, armas de poder extraordinário seriam usadas para destruir 30%, ou mais, da população humana. Esta é a definição sobre a qual não gostaríamos de falar, mas é bem conhecida dentro do ACIO como uma possibilidade no século 21.

Sarah:

Presumo que você tenha uma previsão de probabilidade para isso também. Correto?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah: Seria um atrevimento perguntar qual é?

Dr. Neruda:

Prefiro não dizer. Não são relevantes, pois variam de acordo com os movimentos mundiais.

Sarah:

Mas isto é o que os planejadores da Incunábula estão tentando evitar?

Dr. Neruda:

Sim. Isto consome sua agenda mais que qualquer outro assunto.

Sarah:

Quais outras organizações se preocupam com esse assunto?

Dr. Neruda:

Nenhuma mais.

Sarah:

O que?

Dr. Neruda:

Esta agenda é característica da Incunábula, pois, é a única organização que se concentra totalmente em evitar esta condição de crise específica baseada no critério de convergência que disse anteriormente.

Sarah:

Você quer dizer que é a única organização que está preocupada com o Armagedon, no que se refere a escassez de suprimento de petróleo e aumento populacional?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

Mas você não estava me dizendo que outras organizações não estavam preocupadas com a III Guerra Mundial ou Armagedon, seja lá como você define isso. Certo?

Dr. Neruda:

Todos os líderes de nações estão preocupados com esses assuntos, mas não há condições de ser o foco de suas agendas. É um componente pequeno, compartimentalizado de suas agendas.

Esta é a razão de Fifteen estar envolvido com os planejadores da Incunábula, as ameaças para a raça humana são tão reais quanto persistentes, e a cada década que passa as condições são mais férteis para a fragmentação e o caos – assim como você observaria em uma guerra tribal. Não há uma diferença significativa.

Sarah: E os líderes da Força Militar sabem sobre esse objetivo?

Dr. Neruda:

Não. Eles têm sua própria agenda, que está relacionada, que ao mesmo tempo é bem diferente. Eles não aspiram regulamentar a produção de petróleo; pretendem defender sua disponibilidade, o que sem dúvida, exerceria influência no preço. Não estão preocupados com globalização e como isso se relaciona com plataformas econômicas ou culturais, mas sim com a exportação da democracia para assegurar estabilização na região, e erradicar instabilidade na forma de terroristas e ditadores.

Sarah:

Isso parece bem diferente de tudo o que já ouvi sobre os militares.

Dr. Neruda:

Em que sentido?

Sarah:

Você faz parecer que a Força Militar está tentando levar estabilidade ou paz, quando tudo que já ouvi a respeito implica que os militares alimentam conflito e instabilidade. Se o mundo está em paz, o exército se torna uma simples força policial, seu poder é reduzido e seu orçamento diminuído.

Dr. Neruda:

Entendo seu ponto. No entanto, a Força Militar não é a mesma coisa que o exército ou militares, como voce diz. Embora seja pró militarismo, opera em um horizonte de planejamento mais longo do que o exército. A Força Militar é composta de políticos de alto nível, membros da inteligência, cientistas, pensadores, altos executivos, e por ai vai. Seus membros são do Reino Unido, América, Alemanha, Canadá, Austrália, Israel e muitos outros países. Sua coesão, como um grupo, não é tanto de uma estrutura formal e reuniões, mas mais pela publicação de documentos que são compartilhados entre seus membros de elite. Esses documentos definem a plataforma, metas, objetivos de longo prazo, e basicamente mapeiam a estratégia e táticas pelas quais a Força Militar pretende executar seu plano.

A Força Militar está trabalhando em armas defensivas e ofensivas híbridas que estão relacionadas com o espaço, armas biológicas, Internet, e outros ambientes que ainda não são vistos como arenas de campos de batalha. Eles afirmariam ainda que os orçamentos de pesquisa e desenvolvimento deveriam ser aumentados a fim de desenvolver essas novas armas para assegurar os direitos de povos livres para que possam viver sem medo de ataques preventivos. Pretendem remover essa realidade da face da terra e ao mesmo tempo, propagar a democracia.

Sarah:

Mas este não é um objetivo nobre?

Dr. Neruda: Suas metas não são necessariamente erradas, mas seus métodos para alcançá-los são. Tudo é uma questão de como exercer o poder, e, como consequência, estabelecer a plataforma política predominante através da qual o mundo alcança a paz. É uma paz forçada. É paz através de poder e manipulação.

Sarah:

Mas, continua sendo paz, continua sendo democracia. Isso é melhor que as alternativas de guerra, anarquia ou ditadura.

Dr. Neruda:

Existem outros meios de se conseguir a mesma coisa.

Sarah:

Você disse que o orçamento para gastos com o exército somente aumentaria ao longo do tempo se a Força Militar agisse dessa forma. Como isso aconteceria tendo paz no mundo?

Dr. Neruda:

Novas ameaças determinarão que se crie essa necessidade embora nossos países do mundo estejam em paz.

Sarah:

De novo você está falando dos ETs?

Dr. Neruda:

Entre outras coisas. A China será a última ilha de oposição na qual a onda de democracia irá chegar, mas enquanto isso, a Força Militar deseja ter armas exclusivas à sua disposição a fim de rapidamente fazer as mudanças. Armas biológicas serão a escolha…

Sarah:

Como isso é possível se os USA estão proibindo armas desse tipo?

Dr. Neruda:

Infelizmente as descobertas no genoma humano são inúmeras e a Força Militar não pode ignorar aquilo que diz respeito ao desenvolvimento de armas biológicas. A pesquisa está caminhando já há dois anos, na direção de desenvolver armas biológicas que atinjam determinados genomas de uma raça específica.

Sarah:

Como a chinesa?

Dr. Neruda:

Sim, mas isso não significa que a arma seria desenvolvida já. Seria simplesmente uma possibilidade em potencial da Força Militar e apenas isso provocaria a mudança no regime.

Sarah:

Preciso dar uma parada e confessar uma coisa. Uma parte de mim quer chorar quando ouço isso e me dá vontade de enfiar a cara debaixo do travesseiro, e outra parte pede que continue fazendo mais perguntas. Vou optar por essa última, mas não quero mais falar sobre esse assunto. Tudo bem?

Dr. Neruda:

Eu apenas estou respondendo suas perguntas da forma mais honesta possível.

Sarah:

Eu sei, e não estou reclamando de você ou de suas respostas. Só precisava dizer como me sinto.

Dr. Neruda:

Eu entendo.

Sarah:

Você quer dar uma parada e dar uma esticada nas pernas?

Dr. Neruda:

Estou bem, mas se você quiser, fico feliz em dar uma esticada.

Sarah:

Não, estou bem…

Fale-me mais sobre a Força Isolacionista. Qual é o seu papel nisso tudo.

Dr. Neruda:

De novo, não quero que você pense que as Forças Militar e Isolacionista são grupos formais que tem plataformas de sociedade e partido. Elas são informais, no máximo uma coalizão tácita, e operam através de uma bem colocada liderança de agentes da Incunábula. Também é importante lembrar que todos eles fazem parte da tríade de liderança que a Incunábula tem forjado ao longo dos últimos 50, 70 anos.

No caso da Força Isolacionista, é a menos organizada das três forças. Foi criada para estimular políticas econômicas e atividades que gerem riqueza para a elite através do mundo. Como uma força está preocupada com assuntos domésticos de estado, que aumente o crescimento econômico e sua vitalidade. Seu foco é de influência nos governos locais, de estado e nacional para que facilitem o comércio.

Sarah:

Eu não estaria correta em pensar que os Republicanos estão mais afinados com a Força Isolacionista?

Dr. Neruda:

Não. Estas três forças não são afiliadas a nenhum partido ou organização política. Alguém pode estar alinhado tanto com a Força Militar como com a Isolacionista, o que não significa conflito. Não são antagônicas. São forças compatíveis. E mais, essas forças não são exclusivamente americanas. São forças globais – embora com domínio de interesses americano e europeu, mas não são afiliações partidárias como democratas e republicanos, nem são patrocinados pelo estado.

Sarah:

Se a produção de petróleo está nas mãos da Incunábula, o que vai acontecer com os regimes dos Estados Árabes que atualmente detém esse poder?

Dr. Neruda:

Depende do tipo de regime. A Incunábula é expert em influenciar através de recursos financeiros e manobras legais. Firmarão sua influência paulatinamente, gradualmente, de tal forma que pegarão as famílias reais e o cartel de surpresa. Eles têm muita paciência e operam em níveis múltiplos de influência, o que faz com que quase sempre ganhem.

Mesmo atualmente, muitos das famílias reais exercem influência nos assuntos domésticos, mas não na produção de petróleo. Eles colhem as recompensas financeiras do petróleo, mas na verdade, outros dentro de seus regimes operam a produção e interagem com o cartel, desenvolvendo um relacionamento baseado na confiança e influência. Esses são aqueles que a Incunábula traz para seu time, e os conquistam como agentes para seus planos. A Força Militar, na hora certa, destruirá os regimes em conflito com o plano, e para aqueles regimes que são amigáveis, permitirão manter sua presença e influência doméstica. Esses são eventos cuidadosamente orquestrados.

Sarah:

E quando a Incunábula tiver o controle do petróleo, o que vai acontecer?

Dr. Neruda:

Desmantelamento da moeda tradicional. A Incunábula deseja ter um sistema financeiro eletrônico, pois, isso controla tudo e permite uma percepção analítica minuciosa nos negócios das pessoas.

Sarah:

E o que pretendem fazer com todas essas informações?

Dr. Neruda:

Querem observar padrões e manipular eventos a fim de proteger seu domínio como uma unidade de liderança e, como disse antes, pretendem definir o novo sistema e administrar sua mudança. Uma vez que esse domínio tenha atingido uma massa crítica, a Incunábula planeja criar um corpo diretivo global que traga estabilidade para a Terra e um conjunto de políticas que ajudem a humanidade como um todo.

Sarah:

De novo você está me dizendo que seu objetivo é ajudar a humanidade, mas parece difícil de acreditar.

Dr. Neruda: De uma certa forma este é o único jeito que eles tem para manter o poder. Se concentrarem uma enorme riqueza e poder, perderão o controle da população que procuram governar. A rebelião está sempre rondando quando estômagos vazios roncam em uníssono.

Sarah:

Como acabarão com nossa moeda tradicional?

Dr. Neruda:

Haverá uma gradual desvalorização do mercado de ações no mundo inteiro. Os americanos em especial se acostumaram em fazer dinheiro fácil no mercado de ações, assim como ter um estilo de vida esbanjador. Isso não vai ser permitido que continue indefinidamente. Recessões ocorrerão em ondas até que o valor da moeda seja questionado. Isto acontecerá primeiro nos países do terceiro mundo e assim que se tornam as vítimas iniciais de políticas econômicas frágeis, a Incunábula irá forçar esses países a vender seus ativos a “preço de banana”, e em contra partida os ajudarão na crise econômica.

Na melhor das hipóteses, a economia mundial é um fragmento frágil de sistemas econômicos, cujas taxas oscilam sem uma interface reguladora ou um sistema macro que pudesse operá-las. Na pior das hipóteses, é um castelo de cartas vulnerável a qualquer brisa. A moeda tradicional e o sistema monetário que lhe dá sustentação, se tornarão o bode expiatório da recessão econômica, e a moeda eletrônica cada vez mais se tornará a solução para a doença generalizada da economia global.

Sarah:

Eu não sou economista, portanto nem sei que pergunta fazer, mas tudo isso me dá calafrios. Tenho a sensação que há apenas um poder no mundo e é a Incunábula, e somos todos joguetes desse grupo de elite “endinheirado”. Isto não está subjacente a tudo o que você disse?

Dr. Neruda:

Não, definitivamente não, mas posso entender como você chegou a essa conclusão considerando que nos concentramos na Tríade do Poder (Triad of Power) ou TOP, como chamamos no Grupo Labirinto. TOP é uma realidade na Terra, e provavelmente será por muitas outras gerações, e certamente está na melhor posição para dominar os negócios do mundo e o seu desenvolvimento, mas existem outros poderes que podem intervir e trazer oportunidades novas para o mundo das pessoas.

Sarah:

Como o poder religioso?

Dr. Neruda:

Sim, esse é um, embora esse nunca vai conseguir competir com a Incunábula em termos de impactar os negócios do mundo.

Sarah:

Então, de quem estamos falando? Dê-me alguns nomes ou exemplos.

Dr. Neruda:

A ascensão dos computadores pessoais e a Internet não estavam planejados para acontecer, de acordo com a Incunábula. Estes foram alguns desenvolvimentos que sem dúvida surpreenderam os planejadores dentro da Incunábula e mostrou ser uma questão incômoda durante quase uma década. Supunha-se que computadores deveria permanecer nas mãos da elite. A Internet cresceu organicamente e em ritmo que ninguém pensava ser possível, e isso pegou a Incunábula completamente desarmada.

Sarah:

Portanto, tecnologia é um poder que frustrou os planos da Incunábula?

Dr. Neruda:

Este é um exemplo.

Sarah:

Imagino que o ACIO seja outro?

Dr. Neruda:

A única grande fraqueza da Incunábula é a falta de peritos cientistas dentro do quadro de sua liderança. Embora tenha membros técnicos e científicos em projetos especiais dentro do Complexo Industrial Militar Global, eles não são líderes, e é a liderança da Incunábula que estabelece sua agenda.

Sarah:

Mas pensei que você havia dito que Fifteen fazia parte da Incunábula.

Dr. Neruda:

Sim, mas o ACIO é simplesmente visto como um recurso da Incunábula. Fifteen é visto como um anarquista cuja visão nunca estaria alinhada com a liderança da Incunábula. Eles nem mesmo se identificam com sua visão.

Sarah:

Se a Incunábula confia tão pesadamente na tecnologia do ACIO, e precisam de liderança científica, porque não substituem Fifteen e colocam alguém que possam controlar melhor?

Dr. Neruda:

Na verdade eles tentaram ter um diretor que fosse mais submisso, mas não tiveram êxito.

Sarah:

Como aconteceu isso?

Dr. Neruda:

Um dos primeiros Diretores do ACIO era membro da Força Militar da Incunábula e era mais um “insider” em termos de trabalhar com alguns de seus mais altos líderes, especialmente na América.

Sarah: Você pode dizer seu nome?

Dr. Neruda:

Vannevar Bush.

Sarah:

Tem alguma relação com o Presidente George Bush? (N.T. Como a entrevista foi feita em 1997, com certeza referia-se a George Bush, pai, que precedeu Bill Clinton na década de 80 e início de 90)

Dr. Neruda:

Não.

Sarah:

Então ele conduziu o ACIO quando estava ainda no seu início?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

O que aconteceu com ele?

Dr. Neruda:

Ele era visível demais, e temia-se que não fosse capaz de manter segredo.

Sarah:

Por quê?

Dr. Neruda:

Dr. Bush era uma pessoa talentosa que tinha uma visão técnica e características de liderança. Tinha acesso às lideranças do governo e da Incunábula. Podia administrar um grande grupo de cientistas e engenheiros como ninguém. Na verdade, ele construiu a infraestrutura para pesquisas militares, mas seu status de celebridade era problema para os fundadores da Incunábula.

Sarah:

Dê-me uma ideia de tempo, pois, confesso que nunca ouvi falar sobre esse homem.

Dr. Neruda:

Foi próximo ao final da II Guerra Mundial que Dr. Bush foi chamado para encabeçar um grupo de cientistas pesquisadores que vinham da NDRC e SPL para a engenharia reversa, cujo objetivo era recuperar uma astronave que havia sido encontrada em 1940 fora da costa da Flórida. Na verdade eram os cientistas top da recém formada ACIO. A astronave tinha sido colocada de lado por causa da II Guerra. Assim que a guerra acabou, Bush tomou conhecimento dessa descoberta através de sua rede de informações e ofereceu sua liderança para o projeto. Pelo que eu entendo, ele estava saindo do Projeto Manhattan quando apareceu essa oportunidade.

Sarah:

Portanto, era considerado um risco para a segurança e que finalizou com sua posse no ACIO?

Dr. Neruda:

Sim. Esse projeto de engenharia reversa estava sob um grande sigilo. Dr. Bush conduziu a operação dentro do SPL com recursos financeiros vindos do OSS, que foi a precursora da CIA. No entanto, depois de um ano, houve pouco progresso e havia rumores atribuídos a Bush que a astronave alienígena consumia sua agenda.

Bush reportava diretamente a James Forrestal, que nessa época era o comandante da Marinha, mas logo depois se tornou o primeiro Secretário da Defesa. Truman era o presidente.

A astronave que tinha sido recuperada, estava suficientemente intata para conduzir estudos de engenharia reversa no seu sistema de propulsão, que era a descoberta mais crítica que Forrestal desejava extrair do projeto.

Sarah:

De que ano estamos falando?

Dr. Neruda:

Isto teria sido entre 1945 e 1946.

Sarah:

O que aconteceu então?

Dr. Neruda:

Tenha em mente que meu conhecimento desses eventos está baseado em minhas pesquisas nos arquivos do ACIO. Eu não fui envolvido em nenhum desses fatos, portanto não posso atestar sua absoluta precisão.

Sarah:

Entendo.

Dr. Neruda:

Foi solicitado ao Dr. Bush que replicasse o sistema de propulsão da nave recuperada em 12 meses, e foram fornecidos recursos do ACIO para isso.

Sarah:

E ele teve êxito?

Dr. Neruda:

Parcialmente. Os campos eletromagnéticos não foram totalmente replicados nos seus níveis de intensidade sustentada em metais, por causa da flutuação dos elétrons que – e estou me esforçando para colocar de uma forma que seja entendido – foi a principal razão para ter falhado. No entanto, haviam protótipos construídos que replicavam aspectos do sistema de propulsão da nave alienígena, e que eram suficientes para manter os recursos financeiros e apoio do ACIO.

Sarah:

Então porque Dr. Bush não se juntou ao ACIO?

Dr. Neruda:

Ele sabia que seria necessário que agisse com a máxima discrição e que basicamente deveria ficar no anonimato. Ele não queria o anonimato, pois, era um inventor prodigioso e gostava da publicidade a ele conferida pelos órgãos oficiais do governo e também da comunidade científica. E também, não acho que o chefe da OSS o considerasse com capacidades mentais suficientes para a tarefa. Bush era um grande agregador de talentos, mas lhe faltava a inteligência de comando em física para liderar o ACIO, que era o que se pretendia naquela época.

Sarah:

Quantas pessoas sabiam sobre o projeto?

Dr. Neruda:

Não estou seguro. Talvez cinco ou seis sabiam do escopo total do projeto e outro cinquenta conheciam partes do projeto. Era, como disse anteriormente, um segredo muito bem guardado.

Sarah:

Como se mantém uma coisa dessas em segredo?

Dr. Neruda:

Existem departamentos inteiros dentro de nosso governo que tem essa responsabilidade. É um processo muito bem feito que inclui contratos legais, cláusulas claras de penalidades, e conhecidos fatores de impedimento que incluíam tecnologias invasivas. No pior dos casos, se informação vital fosse revelada, um diferente mas relacionado departamento trabalharia no sentido de propagar uma ampla e total desinformação. Era, e ainda é, impossível levar essa informação para o público.

Sarah:

Eles tinham tecnologias invasivas desde 1945?

Dr. Neruda:

Sim. Embora as tecnologias invasivas fossem aplicadas mais rudemente, certamente eram eficazes. Nada era mais vil nessas organizações secretas do que traição. Toda cultura organizacional foi criada para recompensar a lealdade e punir severamente qualquer tipo de deslealdade.

Sarah:

Gostaria de mudar de assunto por um momento. Parece que estamos em um novo estágio de paz mundial e de estabilidade econômica, mas quando ouço você falar, parece que isto não é possível dada a natureza da Incunábula e da tríade de poder das quais você falou anteriormente. Isto é verdade?

Dr. Neruda:

Isso é uma ilusão. Pode haver certa calmaria nos movimentos de guerra, mas olhe os últimos cem anos. Não é uma coleção de guerras?

Sarah:

E tudo porque a guerra alimenta a tríade do poder, como você diz?

Dr. Neruda:

Não. Existem forças que verdadeiramente acreditam no bem e no mal. Na visão deles, países – assim como pessoas – são divididas basicamente em três categorias: bons, neutros e maus. Aqueles que são bons devem dominar as estruturas políticas do mundo e garantir que aqueles que são maus sejam identificados e reduzidos para um status de não-ameaça.

Sarah:

Mas a guerra fria acabou, certo? A União Soviética não existe mais, e o que sobrou parece mais ou menos amigável aos interesses do mundo livre. Isso não é verdade?

Dr. Neruda:

Quando o poder está concentrado em uma única pessoa, e este país ou organização desenvolve tecnologia de mísseis de longo alcance, imediatamente se torna alvo de preocupação dentro da comunidade de inteligência.

Sarah:

E estou correta em assumir que a comunidade de inteligência a que você se refere é global e administrada pela Incunábula?

Dr. Neruda:

Sim, mas não é formalmente administrada pela Incunábula.

Sarah:

Entendo, mas os resultados são os mesmos, certo?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

Peço desculpas pela interrupção.

Dr. Neruda:

O inimigo percebido é a tecnologia de mísseis nas mãos de um poder concentrado. Há muitos, muitos países que tem esta tecnologia, o que gera desconfiança. Organizações como as Nações Unidas não estão suficientemente capacitadas para lidar com essas ameaças, então coalizões multilaterais são desenvolvidas entre nações para lidar com ameaças em potencial, muitas vezes completamente desconhecidas do público. O Iraque é um exemplo perfeito. A Coréia do Norte é outro, mas falta uma geografia estratégica para colocá-los no topo da lista. Portanto, geografia também exerce um papel central nessa avaliação.

Sarah:

Portanto, o mundo está se fundindo em três campos. Entendo isso, mas quem determina quem é mal, neutro ou bom? Isto não é algo terrivelmente subjetivo?

Dr. Neruda:

Qualquer um que exerça a maior liderança global em termos de poderio militar, vibração econômica e política externa, é quem determina. E sim, certamente é subjetivo, mas é exatamente por isso que os USA tem adotado sua atitude imperialista. Quer definir o que é bom e o que é mal para o mundo, e dessa forma, pode mais eficazmente exportar sua própria definição de paz e democracia.

Sarah:

Soa de forma tão simplista quando você coloca nesses termos.

Dr. Neruda:

É um resultado natural de como um país exerce seu poder. O país precisa de seus inimigos a fim de convencer seus cidadãos a aceitar sua autoridade acima de suas vidas. Quanto maior for o medo que o estado possa provocar nos corações e mentes de seus cidadãos, maior poder seus cidadãos estão dispostos a conceder a fim de que os proteja de seus inimigos. Todos os países, em graus variados, fazem isso.

Sarah:

Você está dizendo que os USA, somente para pegar um exemplo, constroem seus inimigos? Você realmente está dizendo que a América cria seus inimigos para aumentar seu poder doméstico e internacional?

Dr. Neruda:

Não quero dizer que os USA literalmente criam seus inimigos. Os USA tem adversários potenciais em muitas partes do mundo. Sua política de presença militar como um protetor global é tudo o que é necessário para criar inimigos. Sua eficaz exportação de seu sistema de crença política é também problemática para muitos países que veem os interesses da América como um prelúdio para uma colonização cultural.

Sarah:

Porque somos a única superpotência remanescente?

Dr. Neruda:

Não. É porque os USA tem uma presença militar global e uma alavanca econômica que funcionam com uma relativa virtuosidade. É hábil na agressão sem parecer agressivo. Protegem e defendem, às vezes com um ataque preventivo e às vezes com uma contramedida reativa a qual normalmente é uma resposta com o uso da força, que por sua vez é várias vezes maior que a intensidade original. Os interesses próprios da América tem se tornado o padrão do mundo livre, e há aqueles que temem que isto crescerá ao ponto de se tornar imperialismo.

Sarah:

Como tudo isso se encaixa no trabalho da Incunábula ou do ACIO.

Dr. Neruda:

A Incunábula usa os USA como uma força para a globalização. São os “puxadores” das nações do globo na direção de uma plataforma de economia e política comuns

O ACIO está preocupado a ponto de ter analisado profundamente os vários cenários apresentados pela dominação global dos USA e descobriu que há apenas dois cenários pelos quais os USA podem alcançar sua ambiciosa meta sem provocar uma guerra mundial e mergulhar a economia global em uma severa depressão.

Sarah:

Você pode revelar quais são esses cenários?

Dr. Neruda:

Não.

Sarah:

Por quê?

Dr. Neruda:

Eles estão baseados em uma mescla de visão remota, modelos avançados de computação, e testes preliminares de BST. Não estou disposto a revelar essa informação no momento. Talvez mais para frente.

Sarah:

Percebo que saímos completamente do assunto, mas parece que você está me conduzindo nessa nossa conversa. Acho que não posso ajudar.

Dr. Neruda:

Entendo.

Sarah:

Existem planos para fazer tudo isso acontecer? A Incunábula está projetando a globalização ou isso pode acontecer como resultado de estímulos aleatórios?

Dr. Neruda:

É um processo cuidadosamente planejado. O plano é profundo, penetrante e exaustivo. Não deixa de ter defeitos ou é de uma precisão absoluta. Apesar disso, como certeza é um plano e é executado pela tríade do poder, como falei anteriormente.

Sarah:

E você viu esse plano.

Dr. Neruda:

Eu sei sobre isso através do Grupo Labirinto. Fifteen acha importante que todos nós conheçamos esses planos nos seus detalhes.

Sarah:

Você pode revelar alguns desses planos?

Dr. Neruda:

Acho que tenho feito algumas menções sobre isso nesta entrevista.

Sarah:

Sim, mas você não tem sido claro sobre como os eventos vão se desenvolver para que a Incunábula tome o poder.

Dr. Neruda:

Isso não é algo pré-estabelecido. Não há certeza naquilo que estou revelando. É um plano. Embora seja um plano criado por pessoas ambiciosas e capazes.

Sarah:

Devidamente anotado.

Dr. Neruda:

Existem sérias imperfeições dentro da economia global, e os USA começarão, dentro dos próximos sete anos, a mostrar essas imperfeições provocando agitação no mundo, o que vai causar uma inquietação financeira. A melhor maneira para assegurar que essas imperfeições sejam controladas é minimizando as brechas nas empresas que permitem que executivos gananciosos explorem seus acionistas e passem a controlar o preço do petróleo.

Sarah:

Espere um pouco. Eu pensava que executivos gananciosos eram exatamente o perfil da Incunábula. Porque cairiam na própria armadilha?

Dr. Neruda:

A liderança da Incunábula não é composta de executivos gananciosos. Ë composta de pessoas anônimas. Não são diretores de empresas. Eles não são do tipo Bill Gates ou aristocratas da realeza europeia. São anônimos, e através de seu anonimato exercem um grande poder. Eles são os estrategistas da tríade do poder que conspiram e planejam em um tal nível que faz com que executivos de empresas e políticos pareçam crianças da pré escola segurando um lápis.

Sarah:

Portanto, se você me desse o nome do líder da Incunábula, eu não o encontraria. Ele não existe, não é verdade?

Dr. Neruda:

Exatamente.

Sarah:

O que parece é que esse pessoal não é muito diferente do pessoal do ACIO.

Dr. Neruda:

São coisas completamente diferentes. Eles produzem globalização e economia uniforme e plataformas políticas, enquanto nós produzimos tecnologias de ponta. Eles praticam hegemonia, enquanto nós praticamos ciência.

Sarah:

Eu não quis ofendê-lo… Pensei que você havia dito antes que a Incunábula usava especialistas e pensadores para promover sua visão para o futuro.

Dr. Neruda:

Não, é a Força Militar que faz isso. A Incunábula é muito ramificada, como disse antes. Produz ideias e situações que produzem condições corretas para os pensadores e outras forças da base de poder da elite exercerem influência. É um processo complicado. Se você quiser, posso discorrer sobre isso.

Sarah:

Não, de certa forma eu o interrompi. Você estava falando sobre o plano da Incunábula.

Dr. Neruda:

Eles desejam um sistema monetário sem circulação de moeda atrelado a uma liderança global, e para tanto, precisam de uma restruturação – ou mais precisamente – uma completa reengenharia dos recursos e compartilhamento do poder.

Sarah:

Você pode elaborar um pouco mais?

Dr. Neruda:

O plano precisa de nova liderança nos países árabes. Existe uma preocupação geral que os países árabes se consolidarão da mesma forma como a Europa está fazendo, e novas superpotências serão criadas fora dessa consolidação. Múltiplas superpotências fazem consolidação da plataforma econômica global uma proposição espinhosa

Por causa de sua agressão natural como uma superpotência, os USA são a ponta de lança da Incunabula para conduzir as mudanças necessárias de seu plano. Estará posicionado para exercer uma forte presença militar e cultural no Oriente Médio e na Ásia. Parte em função do petróleo e parte com o propósito de gradualmente ocidentalizar as culturas nativas.

Sarah:

Espere um pouco. Nossas bases militares são muito mais para proteção de nossos aliados do que para nós mesmos, e para nossa cultura, podemos exportar nossos filmes e pop stars, mas os outros países estão ávidos para seguir essa tendência no jogo cultural.

Dr. Neruda: Há uma diferença. Os USA protegem e defendem porque podem estabelecer bases militares nessas regiões depois de ter feito a defesa. São feitos acordos – muitas vezes sem o conhecimento do público – para ter bases militares e forças de proteção para problemas de paz doméstica e normalização. Os USA tem acima de 170 bases militares em solos estrangeiros. Este número continuará crescendo assim como foi estabelecido por esse plano.

Com referência a exportação de cultura, sim, você está certa, os USA não estão sozinhos nisso, mas isso é alcançado através de sua alavancagem capitalista da cultura pop. Ninguém faz isso como as empresas americanas. Estabeleceram padrões mundiais para criação e marcas. Outros países imitam esse padrão e o valorizam. Coletivamente, a cultura do capitalismo atinge os países árabes, China, Coréia do Norte, o Sudeste Asiático, e as pessoas desses países – especialmente a nova geração – são seduzidas por esse encantamento.

Sarah:

Não posso ajudar muito, mas tenho a impressão que você não é muito patriota.

Dr. Neruda:

O plano que compartilho com você está baseado no sucesso dos USA em assegurar o status de superpotência unilateral ao longo do século. Os USA, como resultado disso, terão que se defender, pois, aparecerão muitos provocadores e insatisfeitos. Todavia, nesse processo, aumentarão sua presença no mundo como líderes do mundo livre. Este é um objetivo que muitos no mundo anseiam, expressando ou não esse sentimento.

Não tenho nenhum rancor contra os USA por essa afirmação. Qualquer nação faria a mesma coisa se tivesse essa oportunidade. Os USA são implacavelmente agressivos em todas as dimensões importantes: militar, cultural, no capitalismo, em tecnologia aplicada, política externa, espaço, na política econômica e em inteligência, isto para citar apenas as áreas mais críticas.

Na natureza, o macho mais forte domina pela força, astúcia e agressão. Isso não é diferente no mundo dos humanos e das nações. O macho mais forte tem também a responsabilidade pela proteção e pelo sustento. E os planejadores da Incunábula selecionaram os USA como sendo o país mais adequado para liderar o conjunto das outras nações para as plataformas globais que projetaram.

Sarah:

Ok, de certa forma faz sentido o que você está dizendo, mas a Incunábula quer que os USA conduzam o mundo para uma comunidade global de nações democráticas livres com uma cultura global baseada no capitalismo. Como eles sabem que o mundo livre os elegerão para governá-los?

Dr. Neruda:

Eles não sabem. Assim como disse muitas vezes esta noite, não existem garantias. Tudo que posso dizer é que não é comum eles errarem, e quando erram, se adaptam às mudanças que se apresentam. De novo, os planejadores da Incunábula, os reais arquitetos por trás desses eventos, não estão interessados em serem os líderes do mundo em termos de visibilidade. Querem indicar a liderança, embora dando ao mundo a impressão da escolha.

Sarah:

É muito difícil imaginar como o mundo selecionaria uma liderança. Isso parece algo que só poderia acontecer daqui a centenas de anos – se acontecer.

Dr. Neruda:

Entendo sua conclusão, mas o que parece inviável hoje, pode rapidamente se modificar se forem criadas condições adequadas. Isto é exatamente no que a Incunábula está se concentrando acima de qualquer outra coisa. Entendem que isto pode não acontecer até o ano 2040, ou mais tarde ainda, mas estão convencidos que a consolidação do poder – no nível global – é necessária a fim de prevenir a destruição planetária ou, como falamos anteriormente, o Armagedon.

Sarah;

O que você quer dizer com destruição planetária?

Dr. Neruda:

Existem muitas forças decadentes que podem se apossar de um planeta e provocar o declínio de seu ambiente propício à vida. Em nossas interações com extraterrestres, este é um tema muito comum que é manifestado, pois, esta condição frequentemente leva junto a ascensão de civilizações pós-moderna.

Populações humanas se fragmentam em um planeta, desenvolvendo sua própria cultura, idioma, sistemas econômicos e características de nação. Determinadas nações tem a sorte de ter recursos naturais e outros não. Como esses recursos naturais do planeta são convertidos em vantagens comerciais, algumas nações florescem economicamente e algumas não.

A medida que as nações mais fortes começam a dominar os mais fracos, são criadas forças militares e armas. Tecnologias aplicadas tornam-se armas definitivas. Se múltiplas superpotências podem desenvolvê-las, isto pode trazer destruição para populações humanas do planeta. Se a densidade populacional atinge níveis críticos, isso pode provocar os mesmos efeitos devastadores.

Os residentes humanos cada vez mais mantém o planeta sob pressão. Se ficar sem controle, o planeta pode alcançar um estágio crítico de destruição, o que faz com que não demore muito para que a população humana descubra que o planeta não é um habitat satisfatório.

Sarah:

Portanto, você está dizendo que a grande razão para a Incunábula estar construindo a globalização do mundo é por que querem salvá-lo da destruição?

Dr. Neruda:

Eu colocaria da seguinte forma. Os líderes da Incunábula estão bem cientes das ameaças que o mundo vai passar no século 21. Eles acreditam que sua orquestração dos eventos humanos serviriam melhor a população humana do que deixar para as forças políticas competitivas. Eles verdadeiramente acreditam que os interesses individuais das nações impedirão a consolidação do poder global.

Sarah:

Refresque minha memória, porque essa consolidação, como você coloca, é tão crítica para nossa sobrevivência?

Dr. Neruda:

Porque essas ameaças que afetarão a população humana no século 21 serão problemas globais – sejam elas recessões intransponíveis, diminuição no fornecimento de petróleo, distribuição de alimento, superpopulação, poluição, problemas nucleares ou visitas extraterrestres – terão que ter uma resposta global e coordenada. A menos que as nações do mundo estejam unidas, responderão tão vagarosamente a essas ameaças que as forças decadentes terão tamanha força que talvez seja impossível reverter.

Sarah:

Mas não foi para isso que a ONU foi formada? Para lidar com esse tipo de problema?

Dr. Neruda:

A ONU é um protótipo que a Incunábula projetou para servir como um experimento para testar o formato de um governo mundial. Nunca foi considerada como o formato para a consolidação.

Os assuntos sobre os quais estou falando não são confrontados na ONU, mesmo se discutidos ou debatidos. As resoluções são criadas para contornar os problemas, mas definitivamente isso depende do desejo individual das nações para implementar, monitorar, informar, analisar resultados, e fazer ajustes, e isso não é uma coisa obrigatória. Um governo mundial, para ser efetivo, precisará de habilidade para obrigar e ajustar resoluções baseadas em análises equilibradas. Caso contrário essas ameaças tomarão corpo e as pessoas do mundo não serão capazes de falar de forma uníssona, e o mais importante, agir como uma força unificada contra ameaças.

Sarah:

Portanto, esse é o objetivo final da Incunábula? O que vai acontecer com os elitistas gananciosos que você comentou anteriormente?

Dr. Neruda:

A ganância continua viva dentro da hierarquia da Incunábula. Mas o que tenho falado é sobre os planejadores da Incunábula – das pessoas que tem o real domínio do poder. Eles não operam fora da ganância. Eles têm ativos que estão além da imaginação mesmo de pessoas ricas. Não precisam de mais riqueza.

Os planejadores estão preocupados com a segurança do futuro da humanidade, em vez de gerar riqueza para si próprios.

Sarah

Entendo que você seja um simpatizante da Incunábula, mas o que aconteceu com a ganância insaciável e os próprios interesses? Lembro-me que você mencionou isso anteriormente.

Dr. Neruda:

Isso existe, mas a Incunábula, assim como qualquer organização secreta é composta de múltiplos níveis. Operadores em funções de níveis mais baixos dentro de um conjunto de regras e normas que não se aplicam nos níveis superiores. Em outras palavras, planejadores operam em uma cultura organizacional completamente diferente. Há uma sofisticação e uma percepção penetrante nos níveis superiores que não existe no nível operacional.

Planejadores dentro da Incunábula são de um caráter especial e sentem a verdadeira responsabilidade de administrar os problemas da humanidade. Eles estão certamente melhor equipados que os chefes de estados para realizar sua função e por isso compõem e orquestram os eventos mundiais em lugar de simplesmente participar nos seus desdobramentos.

Muitas vezes, este papel os tem tornado muito responsáveis e mesmo paternalistas com a humanidade como um todo. Não são motivados pela ganância, assim como muitos outros dentro da Incunábula e pela Tríade do Poder, mas eles honestamente desejam salvar o planeta. São como capitães de um navio que sabe onde está o perigo sob as águas e conduzem o navio com cuidado, pois não querem afundar com ele.

Sarah:

Quando você diz que esses planejadores são anônimos, na realidade eles devem ter nomes e identidades, certo?

Dr. Neruda:

Não. Eles operam fora de nosso sistema. Não podem ser rastreados ou identificados. Se batessem o carro e fossem levados para um hospital, teriam documentos diplomáticos e imunidade. Não teriam qualquer registro de sua existência além disso. E mesmo que sua identidade fosse pesquisada, isso conduziria a uma identidade fabricada.

Sarah:

E sobre a família e parentes? Suponho que nasceram em famílias, certo?

Dr. Neruda:

Sim, eles são humanos se é isso que você quer dizer. Na maioria dos casos são investidos nas suas posições desde a tenra idade. Quando atingem a casa dos vinte anos são simbolicamente levados a um mentor direto, como um dos planejadores da Incunábula, e um processo muito específico de sucessão é iniciado, que dura mais ou menos dez anos. Quando a pessoa está por volta de 25 anos, sua lealdade é testada de todas as maneiras concebíveis nos próximos cinco anos. Se passar pelos testes, inicia nos trabalhos internos da Incunábula. Quanto muito, isto é perto do seu trigésimo terceiro aniversário. Neste momento, uma nova identidade é transferida para a pessoa e eles morrem – literalmente – a ponto de sua família e amigos serem afetados. Essas mortes são arranjadas para encobrir sua nova identidade e normalmente são por afogamento ou incêndio, onde a evidência física é mínima. Antes de sua morte arranjada, apólices de seguro, se existirem, são canceladas para garantir o mínimo de investigação, e quase sempre a morte acontece durante uma viagem para um país específico do terceiro mundo onde a investigação policial é mais facilmente controlada.

Após sua morte, o novo planejador é iniciado em uma cerimônia secreta, da qual não tenho detalhes. Este círculo interno torna-se a família substituta para o novo planejador, e assim como desenvolvem suas habilidades, percepções, intuição e base de conhecimento, desenvolvem uma sensibilidade protecionista forte para metas já existentes e objetivos da Incunábula.

Sarah:

Mas eles não casam e tem filhos? Como mantém essas coisas separadas? Ou seja, como vão ao trabalho durante o dia e planejam o futuro do mundo e então voltam para casa para jantar com a esposa e as crianças?

Dr. Neruda:

Os planejadores não são casados. Isso é visto com desagrado pela Incunábula. Este é um dos testes que mencionei que eles passam aos 25 anos.

Sarah:

É um sacerdócio?

Dr. Neruda:

Definitivamente não. A ninguém é pedido o celibato, mas a posição do planejador é altamente desgastante. Exige o mínimo de distração e de compromissos fora do seu trabalho como planejadores. É um sacrifício e aumenta a lealdade dentro do círculo dos planejadores.

Sarah:

Como encontram futuros planejadores se eles não têm filhos?

Dr. Neruda:

Há somente de 5 a 8 planejadores permanentes dentro da Incunábula. Cinco é o número, mas há normalmente de dois a três em treinamento, porém estes não têm poder de voto. Menciono isso porque é um número muito pequeno. Agora, com referência a sua questão, candidatos são identificados muito cedo – normalmente quando a pessoa é jovem.

Sarah:

Isso é resultado de algo notável feito por eles ou de algo diferente?

Dr. Neruda:

Eles são, com raras exceções, identificados como um resultado de suas genéticas.

Sarah:

Como isso é feito?

Dr. Neruda:

É o resultado de uma extensiva busca de linhagem e características genéticas – incluindo mutações. Isso é algo que é bem entendido pelo Incunábula, e onde investem um tempo considerável e uma grande soma de dinheiro. Candidatos genéticos são identificados e observados por um período de mais ou menos 3 anos antes que qualquer contato seja feito.

Sarah:

Quantos, em um determinado momento, são avaliados?

Dr. Neruda:

Aproximadamente 50, mas de cada geração apenas 2 ou 3 são escolhidos.

Sarah:

E aqueles que não são escolhidos nem imaginam que foram preteridos?

Dr. Neruda:

Exatamente.

Sarah:

Como os planejadores se sucedem? Isto é, como assumem a liderança?

Dr. Neruda:

A Incunábula conseguiu seu poder em função da ineficiência da comunidade de inteligência para juntar informação e posicionar seu relativo valor estratégico para crises de longo prazo que estavam se formando no horizonte e que faziam parte da economia global.

Pouco depois da Segunda Guerra Mundial, muitas nações, incluindo os USA, reestruturaram ou iniciaram suas organizações de inteligência – particularmente quando estavam relacionadas com a inteligência da política externa.

No entanto, essas organizações estavam ainda fechadas na mentalidade da guerra fria e consequentemente não incluíam inteligência. A Incunabula surgiu de uma necessidade de consolidar uma inteligência global como a melhor maneira de estrategicamente conduzir as nações para uma plataforma de comércio unificada.

Sarah:

Portanto, era mais para fazer dinheiro, pelo menos inicialmente, do que salvar o mundo?

Dr. Neruda

Sim.

Sarah:

Mas como tudo isso começou? Isto é, quem decidiu que seria uma boa ideia criar uma organização que incluísse inteligência?

Dr. Neruda:

Se eu der seu nome, não vai significar nada para você. Garanto que seu nome não está registrado em nenhuma lista telefônica ou em algum material que você possa pesquisar.

Sarah:

Mas foi apenas uma pessoa que começou essa organização?

Dr. Neruda:

Não. Eram cinco homens que começaram, mas um teve a visão.

Sarah:

Da forma como você está falando eu não posso ajudar, mas acho que esses planejadores se parecem muito com uma descrição hollywoodiana do anticristo. Quero dizer, se acham com um poder divino? E ainda não ouvi você dizer nada sobre uma conexão religiosa.

Dr. Neruda:

Acho que o poder com que lidam é dirigido para a sobrevivência da humanidade. Eles não são maus no sentido que pretendem destruir o mundo ou a humanidade. Estão tentando guiar a humanidade para novos sistemas antes que o velho sistema apodreça e criar condições que tragam aniquilação para uma quantidade substancial da espécie.

As escolhas de uma liderança de nações fragmentadas ou anarquia não são sistemas desejáveis para o homem moderno e civilizado. Invariavelmente levam ao desequilíbrio e incapacidade de sair do velho para o novo sistema. Antes do advento da tecnologia de mísseis de longo alcance, armas nucleares, biológicas e químicas, essa migração da raça humana de um sistema para outro não era tão crítica. Mas o abismo que existe entre sistemas tão complexos no que diz respeito a economia e energia, e à luz de tecnologia de armas modernas, a Incunábula exerce um papel vital.

Sarah:

Os planejadores acreditam em Deus?

Dr. Neruda:

Presumo que acreditam em uma força superior. Talvez não chamem de Deus devido a conotação religiosa da palavra, mas com certeza estão cientes da força de unificação, pois Fefteen inteirou a atual geração de planejadores sobre a tecnologia LERM.

Sarah:

Interessante. Portanto, todos eles viram LERM e sabem como funciona?

Dr. Neruda:

Sim, para sua primeira pergunta, mas não acredito que entendam como funciona no nível micro-factual.

Sarah: Quando alguém – assim como os planejadores da Incunábula – interagem com LERM, assumindo que não acreditassem em Deus anteriormente, isto é, se fossem ateus, isto os converteriam?

Dr. Neruda:

De novo, depende da definição de Deus. Se eles não acreditam em Deus como é definido por uma determinada religião, e então tem uma experiência com LERM, não serão persuadidos por LERM para acreditar na versão religiosa de Deus.

Sarah:

Acho que entendi sua explanação, mas o quero dizer é diferente. Assume que não acreditem em qualquer força superior, que o universo é uma grande formação mecânica que se tornou o que é devido a um casuísmo evolutivo. Alguém com esse tipo de pensamento passa a acreditar que existe uma força orquestrando as coisas – mesmo se você não quiser chamar de Deus?

Dr. Neruda:

Todo aquele que teve uma experiência com LERM conclui que uma inteligência unificadora permeia o universo em toda dimensão mensurável, e que essa inteligência é simultaneamente pessoal e universal, e devido a essa característica é absoluto, único, singular.

É uma experiência de mudança de vida, mesmo se você já acredita em Deus. Você se converte, como você colocou, não importando o quanto eram forte ou fraca suas crenças anteriores em Deus.

Sarah:

Bem que poderia ter trazido essa tecnologia com você quando desertou. . . adoraria ter uma experiência com LERM.

Bem, voltando para a Incunábula por um instante, me sentiria melhor se soubesse que acreditam em Deus, e você está dizendo que acreditam. Certo?

Dr. Neruda:

Eles acreditam nessa inteligência unificadora que falei, e suspeito que se você perguntasse a eles, diriam que são guiados e talvez inspirados por essa força inteligente. Não sei se chamariam isso de Deus ou de outro nome. Mas confio que acreditam naquilo que alguns chama de força unificadora.

Sarah:

Mas isso não é como uma religião para eles?

Dr. Neruda:

Isso é correto. Não sei de nada que sugerisse que os planejadores da Incunábula sigam uma religião específica ou desejam iniciar uma.

Sarah: Não sei por que estou fazendo todas essas perguntas esta noite, mas é fascinante ouvir mais detalhes sobre a Incunábula. Acho um assunto irresistível.

Como você sabe tantas coisas de uma organização que é secreta?

Dr. Neruda:

Como disse antes, o ACIO é um grande fornecedor da Incunábula e recebe recursos e apoio deles, inclusive inteligência compartilhada e proteção mútua. E como resultado desse relacionamento antigo, diretores do ACIO tem uma percepção considerável dessa organização. Fifteen não é um planejador, mas tem uma grande estima por eles e se reúne com eles uma ou duas vezes por ano.

Fefteen conhece muito bem os objetivos dos planejadores, e compartilha seus insights com os membros do Grupo Labirinto. Também discutimos como os planos da Incunábula se conectam com os nossos. A Incunábula é um fator nos planos do ACIO, mas não controla a agenda deles.

Sarah:

Quanto que a Incunábula sabe sobre os Wingmakers e o Ancient Arrow?

Dr. Neruda:

Muito pouco, até onde sei. Fifteen de má vontade fornece alguma informação para seu supervisor direto da agência, mas a NSA não sabe sobre o Ancient Arrow. Existem dois operadores dentro da NSA que sabem sobre o artefato original que foi encontrado, mas Fifteen colocou a existência desse artefato em dúvida devido a sua autodestruição.

Sarah:

Suponho pela sua resposta que tudo que é compartilhado com a NSA, pelo menos no caso do ACIO, é também compartilhado com os planejadores da Incunábula.

Dr. Neruda:

Não. As informações são filtradas. Somente determinadas informações, quando Fifteen julga necessário, são passadas da cadeia de comando para os planejadores da Incunábula.

Sarah:

Os Wingmakers são entendidos como uma força que deva ser avaliada, correto?

Dr. Neruda:

Você quer dizer pelos planejadores da Incunábula?

Sarah:

Sim.

Dr. Neruda:

Os planejadores sabem sobre a Raça Central e a lenda que diz respeito à sua existência. Existem várias importantes referências sobre isso em muitos livros e profecias, portanto, mesmo se o ACIO não compartilhar alguma coisa sobre a descoberta no Novo México, a Incunábula – principalmente seus planejadores – não tem como saber da Raça Central.

Sarah:

Porque Fifteen preferiu não compartilhar a descoberta do Ancient Arrow com a NSA ou a Incunábula?

Dr. Neruda:

Fifteen criou o Grupo Labirinto em grande parte por razões de segurança. Informação pertinente a BST é mantida em alto segredo. Como disse antes, Fifteen tinha esperança que o Ancient Arrow, e outros locais semelhantes, de alguma forma acelerariam o desenvolvimento de BST.

É uma simples questão de não querer alertar a Incunábula, ou a NSA para o assunto, para a façanha tecnológica do Grupo Labirinto. Se soubessem o que o Grupo Labirinto tinha em termos de tecnologia, os planejadores iriam querer ter informações detalhadas dessa tecnologia, e Fifteen não confiava em ninguém além de seus Diretores.

Sarah:

A parte que me deixa confusa em tudo isso é que você tem todo esse conhecimento sobre o universo, extraterrestres, planos globais e tecnologias futurísticas, e devido a esse conhecimento, agora você é um prisioneiro.

Dr. Neruda:

Prefiro desertor consciente.

Sarah:

Seja lá como você chama isso, você pode acabar ficando um pouco paranoico em função das possibilidades da visão remota do ACIO e suas outras tecnologias. Como você pode correr mais que o ACIO ou a Incunábula se eles estão em todos os lugares e são tão poderosos como você diz?

Dr. Neruda:

Não sei se posso fugir deles. Não me sinto invencível ou vulnerável. Estou simplesmente vivendo o aqui e o agora, tentando o máximo para transferir o que sei para que você possa me ajudar a publicar essa informação.

Isso nunca foi feito antes – desertar do ACIO. Sei que Fifteen está procurando por mim, na realidade posso sentir isso.

Sarah:

Você quer dizer que pode sentir quando eles usam a tecnologia de visão remota?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

Quantas vezes você detectou isso depois que os deixou?

Dr. Neruda:

Preferiria não dizer quantas vezes, mas sempre percebo quando isso acontece.

Sarah:

Você já sentiu durante nossa entrevista?

Dr. Neruda:

Não. Se fosse o caso eu pararia a entrevista.

Sarah:

Como isso ajuda?

Dr. Neruda:

Prefiro que não ouçam nossa conversa – nem mesmo o assunto.

Sarah:

É por isso que nos encontramos dessa forma?

[Nossos encontros foram sempre em lugares diferentes, tarde da noite, e frequentemente foram ao ar livre em lugares diversos. Este é o caso nessa Quarta Entrevista.]

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

Como você se protege e também a mim?

Dr. Neruda:

Nos encontrando em horas estranhas e mudando os locais, pelo menos até você conseguir que estas entrevistas sejam publicadas na Internet.

Sarah:

Como isso o ajudará exatamente? Sei que já tivemos esta discussão antes, mas ainda não entendo como essa informação o ajudará caso se torne de domínio público. Parece-me que só os deixaria mais furiosos.

Dr. Neruda:

Eles não ficariam satisfeitos com essa revelação – disso não há a menor dúvida. Mas, não vai tocá-los de uma forma significativa porque muitos poucos no poder acreditarão naquilo que estou dizendo a você e isso assumindo que leiam.

Sarah:

E porque é assim?

Dr. Neruda:

Eles estão totalmente tomados por suas próprias agendas e problemas pessoais. As informações que estou revelando desafiam a categorização, isto é, vai da poesia à física, de filosofia esotérica à forças conspiracionais dentro do MIC (Military Industrial Complex – Complexo Industrial Militar). E por isso desafia a categorização, será difícil criticar ou analisar. A maioria vai considerar um texto interessante para se distrair e fica por aí.

Também, e mais importante, existe um sentimento real de aceitação porque a inteligência e o corpo político de dissensão não se sentem equipados para parar o que se presume ser inevitável. Existem aqueles dentro de ambos os grupos que tem uma consciência geral do que está emergindo, mas se sentem completamente sem forças para mudar, e há uma percepção de destino que acompanha o seu silêncio.

Aqueles que ficarão mais perturbados são os planejadores dentro da Incunábula, e também Fifteen, e não porque os políticos ou a imprensa vão estar em seu encalço, mas porque não querem ver seus segredos sendo revelados aos seus discípulos, ou, no caso de Fifteen, aos planejadores da Incunábula ou seus contatos na NSA.

Sarah:

Portanto, esta é razão dessas revelações – enfurecer os planejadores da Incunábula e o seu chefe?

Dr. Neruda:

Não. Não tenho nenhum interesse em tornar suas vidas mais difíceis. É simplesmente o resultado de uma revelação imparcial que fará com que sofram pressões de seus constituintes. Esta é a única coisa que vão achar desagradável em toda essa revelação. Uma vez a informação publicada terão menos interesse por mim do que por uma pura análise.

Sarah:

Pura análise?

Dr. Neruda:

O que quero dizer é que o ACIO – Fifteen em particular – vai querer analisar o que deu errado no seu sistema de segurança para que outra deserção não aconteça. Há sempre um medo latente que uma deserção bem sucedida possa encorajar outras. Se me pegarem, estariam aptos para fazer análise mais minuciosa no estado psicológico, fatores que provocam a deserção, métodos de evasão, e por ai em diante.

Sarah:

Anteriormente você havia me falado sobre o website. O que você espera alcançar com isso?

Dr. Neruda:

Simplesmente tornar disponível o legado dos Wingmakers. Isso não ameaçará o ACIO ou a Incunábula. Isto seria impossível de se fazer, e eles sabem que entendo isso. No máximo posso causar um certo embaraço temporário, mas eles podem administrar isso com tranquilidade.

Como tenho dito desde o início, quero compartilhar essa informação sobre o local Ancient Arrow e todos os outros locais similares que puder.

Sarah?

Outros locais similares?

Dr. Neruda:

Acredito que há sete locais no mundo. E também acredito que possam ser encontrados.

Sarah:

Exatamente como?

Dr. Neruda:

Não posso revelar isso.

Sarah:

Você encontrou algo dentro dos artefatos do Ancient Arrow que permite saber onde estão?

Dr. Neruda:

De novo, não desejo revelar detalhes sobre isso.

Sarah:

Ok.

Já que estamos falando sobre os artefatos, estou me lembrando que na nossa última entrevista você mencionou que gostaria de falar sobre os artefatos do Ancient Arrow. Pode ser uma boa hora para isso. Por onde você gostaria de começar?

Dr. Neruda:

Um dos artefatos mais interessantes era a bússola original.

Sarah:

Este era aquele que tinha sido encontrado pelos estudantes da Universidade do Novo México?

Dr. Neruda:

Sim. Era enigmático em todos os aspectos.

Sarah:

Dê-me alguns exemplos.

Dr. Neruda:

Logo quando foi descoberto, estava no chão como se tivesse sido colocado lá. Não era um objeto enterrado – como acontece normalmente. Foi deixado ao ar livre, embora em um local não muito exposto do Nordeste do Novo México. Quando os estudantes o seguraram, imediatamente provocou neles alucinações vívidas, que não podiam entender.

Sarah:

Que tipo de alucinações?

Dr. Neruda: Viram imagens de uma estrutura do tipo de uma caverna. Posteriormente mostrou-se ser o local Ancient Arrow, mas obviamente não sabiam o que era, e estavam com medo porque associavam as alucinações ao toque do objeto. Colocaram o objeto em uma jaqueta, enfiaram em sua mochila e levaram para um professor na Universidade, que o examinou. Descobrimos isso poucas horas depois e enviamos um grupo para proteger o artefato.

Sarah:

Como exatamente vocês descobriram sobre o artefato? Presumo que o ACIO não esteja na lista telefônica.

Dr. Neruda:

Existem certas palavras que são monitoradas nos e-mails e em comunicação por telefone – especialmente dentro das Universidades. O ACIO simplesmente aciona sua tecnologia que foi desenvolvida pela NSA e intercepta e-mails e telefonemas, em qualquer lugar do mundo, que contenham palavras chaves que monitoram.

Sarah:

Assim como alienígenas ou extraterrestres?

Dr. Neruda:

Sim. Na verdade funciona um pouco diferente, porque o ACIO pode definir quantos caracteres – no caso de e-mail, ou quanto tempo – no caso de uma conversa telefônica – quer monitorar em ambos os lados da palavra chave, e então extrai sentenças inteiras ou até mesmo parágrafos a fim de verificar o contexto. Também correlaciona isso com o endereço IP do e-mail ou do número do telefone para reforçar a credibilidade. Se todas essas variáveis alcançam um nível específico, a comunicação é retransmitida para analistas do ACIO que aplicam técnicas mais invasivas para assegurar o contexto e o conteúdo é comparado e verificado. Todas essas etapas não levam mais do que uma ou duas horas.

Sarah:

E uma vez que essa informação foi verificada vocês atacam e se apropriam daquilo que vocês querem?

Dr. Neruda:

Nós temos feito nossas mais importantes descobertas dessa maneira desde que este sistema foi ativado, e o ACIO opera de forma diferente, dependendo da situação. Neste caso, operadores foram enviados para o local de trabalho do professor simulando serem agentes do NSA na procura de uma arma experimental perdida. Fizeram o professor acreditar que para sua própria segurança deveria entregar o objeto imediatamente em função do artefato ter sido considerado iminentemente perigoso.

Sarah:

Estou surpresa. Ele não ficou surpreso como vocês sabiam que tinha aquele objeto?

Dr. Neruda:

Não estou seguro se ficou, mas há um elemento de choque que os operadores fazem uso e tem também uma grande habilidade no uso do controle da mente. Tenho certeza que ele foi muito cooperativo. O artefato foi entregue sem nenhuma objeção pelo professor e a Universidade.

Sarah:

Se eu contatasse a Universidade do Novo México eu seria capaz de confirmar que isso aconteceu?

Dr. Neruda:

Não. Qualquer acontecimento desse tipo é “processo limpo”, que é um jargão do ACIO, o que significa que contratos são assinados e todas as comunicações são monitoradas por um ano, para garantirem compromisso.

Sarah:

Então, assinaram os contratos e não falariam por causa de um pedaço de papel? Isso me parece um pouco estranho.

Dr. Neruda:

Você sabe qual é a penalidade para traição?

Sarah:

Não, quero dizer, entendo que não deva ser uma coisa boa, mas só acho um pouco estranho que alguém como um professor seria intimidado por um contrato assinado. E os estudantes que encontraram o objeto, também passaram pelo “processo limpo”?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

Ok, voltemos para o artefato. O que aconteceu quando vocês o recuperaram? Qual foi o seu papel especificamente?

Dr. Neruda:

Pediram que eu liderasse um grupo para avaliar o artefato usando nosso processo Sanitário interno.

Sarah:

O que esse processo faz?

Dr. Neruda:

Sempre que um artefato é recuperado, primeiro passa pelo processo Sanitário, ou que nós chamamos de “etapas-I”, que inclui quatro estágios de análises. O primeiro é Inspeção onde nos examinamos o exterior do objeto e mapeamos suas características externas no nosso computador. A próxima etapa é a Inferência, que o estágio que pegamos os resultados do primeiro estágio e computamos as prováveis aplicações do objeto. O terceiro estágio é Intervenção, que está relacionado com qualquer assunto que pertença à defesa ou modo de segurança do objeto. E o último estágio é Invasão, que simplesmente significa que tentamos acessar o funcionamento interior do objeto e descobrir como opera.

Sarah:

Quão difícil foi fazer esse artefato passar por essas quatro etapas?

Dr. Neruda:

Foi um dos mais difíceis que já examinamos.

Sarah:

Por quê?

Dr. Neruda:

Ele foi criado para um fim específico e a menos que fosse usado para esse propósito, era completamente impenetrável em nossas análises.

Sarah:

Você foi afetado pelas alucinações?

Dr. Neruda:

Sabíamos sobre as alucinações informadas pelos estudantes, mas não encontramos nenhuma evidência disso em nossos laboratórios. Assumimos que os estudantes tinham imaginado isso devido a natureza incomum do artefato.

Não demorou muito para descobrirmos que as marcas sutis no exterior do objeto eram na verdade mapas topográficos em três dimensões. Assim que comparamos esses mapas com os da área na qual o objeto foi encontrado, descobrimos seu real propósito, que era um dispositivo de correção de rumo (bússola).

As alucinações aconteciam especificamente no local, o que quer dizer que havia um efeito de proximidade codificado dentro do artefato que provocava isso quando duas condições estavam presentes. Primeiro, o objeto tinha que estar dentro da extensão geográfica das coordenadas do mapa – gravadas na parte externa – e depois, precisava ser seguro por mãos humanas para ativar seu sistema de orientação.

Sarah:

E por sistema de orientação você está falando sobre alucinações?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

E por todo esse processo vocês não souberam identificar de onde veio esse artefato, certo?

Dr. Neruda:

Sabíamos que era extraterrestre e que tinha sido plantado.

Sarah:

O que você quer dizer com plantado?

Dr. Neruda:

Que tinha sido colocado lá para ser encontrado.

Sarah:

Quem você acha que fez isso?

Dr. Neruda:

Representantes da Raça Central.

Sarah:

O que aconteceu logo depois que vocês realizaram que era uma bússola?

Dr. Neruda:

Um grupo foi enviado para a área e nós, basicamente, levamos o dispositivo em direção da estrutura interior do Ancient Arrow, que já conhecíamos.

Sarah:

Você havia dito que esse artefato era o mais incrível de todos aqueles que foram encontrados. Se era simplesmente uma espécie de bússola, então o outros eram artefatos razoavelmente comuns.

Dr. Neruda:

Para ser mais preciso, não posso dizer que era o mais interessante já que desertara antes que todos os outros artefatos fossem enviados para o processo “etapas-I”, mas era uma tecnologia avançada e um dos mais enigmáticos que havíamos encontrado até o momento.

Por exemplo, certa vez nosso grupo avançou dentro de uma certa distância do local, o artefato acionou sob alguma fonte de energia indeterminada e scaneou nosso grupo. Estava literalmente lendo nossos corpos e mentes, provavelmente para determinar se éramos adequados para descobrir o local.

Sarah:

E se vocês não fossem adequados?

Dr. Neruda:

Isso nunca foi discutido, mas acho que todos assumiram que isso provavelmente teria destruído o local e todos aqueles presentes no momento do escaneamento. No momento que nos considerou adequados, se autodestruiu.

Sarah:

E vocês não perceberam que era capaz disso quando o examinaram?

Dr. Neruda:

De forma alguma. Sua parte exterior foi resistente a todas as nossas análises invasivas. Foi algo muito frustrante. Na realidade, o artefato na câmara 23 era similarmente intrincado e necessitou de significativamente mais recursos para completar o processo “etapas-I”.

Sarah:

Esses foram os únicos dois artefatos do local que vocês completaram o processo “etapas-I”?

Dr.Neruda:

Sim, antes de minha deserção. Mas havia artefatos em todas as câmaras, embora aquele encontrado na câmara 23 parecesse o mais importante.

Sarah:

E por quê?

Dr. Neruda:

Lembra que descrevi o interior do local como um sistema de túneis em forma de hélice?

Sarah:

Sim.

Dr. Neruda:

A câmara que estava no lugar mais alto era a 23 e dentro dela estava o disco ótico. Embora as outras câmaras contivessem artefatos similares em tamanho e composição como a bússola, o artefato na câmara 23 era um disco ótico que tinha um grau de familiaridade com ela, e nós a consideramos a chave para o local inteiro.

Sarah:

Em virtude de ser muito diferente dos outros artefatos?

Dr. Neruda:

Sim. Era também a câmara mais alta na formação e era diferente na sua estrutura, pois era a única câmara que não havia sido terminada.

Sarah:

Entendo que todas as informações que você me mostrou vieram do disco ótico, e sei que você me explicou com alguns detalhes o quanto são hábeis para decodificar informação, mas você insinuou esta noite que algo dentro desse local aponta para a localização de seis outro locais. Você pode falar mais sobre isso?

Dr. Neruda:

Não há nada nessa informação que aponte para a localização de outros seis locais. No entanto, acredito que existam, codificado dentro dessa informação, marcadores para a localização do próximo local.

Sarah:

Você quer dizer que os locais deverão ser descobertos numa ordem específica, um de cada vez?

Dr. Neruda: Acredito que sim.

Sarah:

Você pode me dar algumas dicas sobre onde está o próximo local baseado em suas análises?

Dr. Neruda.

Se lhe der alguma informação, você terá que me prometer que esta entrevista não será divulgada até eu contatá-la e confirmar que está ok. Você concorda?

Sarah:

Lógico. Honraria qualquer coisa que você pedisse.

Dr. Neruda:

Existe um templo antigo fora da cidade de Cusco, Peru, chamada Sacsayhuaman. É em lugar próximo a esse templo que o local será encontrado.

Sarah:

E você sabe onde exatamente, ou está dizendo simplesmente próximo para ser evasivo?

Dr. Neruda:

Não, acredito que sei as coordenadas exatas, mas esse detalhe não posso revelar.

Sarah:

É sua pátria, não é?

Dr. Neruda:

Sim, cresci não muito longe dessa área.

Sarah:

Você esteve nesse local antes?

Dr. Neruda:

Não, mas conheço um pouco a cidade de Cusco.

Sarah:

Esta pergunta pode parecer capciosa, e vou entender se você não quiser respondê-la, mas porque você acha que a Raça Central criaria um sistema defensivo na terra e deixaria sua descoberta e ativação para uma organização como o ACIO?

Dr. Neruda:

Não acho que foi deixado nas mãos do ACIO para encontrar e ativar esses locais.

Sarah:

Você, então?

Dr. Neruda: Não seria capaz de dizer nesse momento.

Sarah:

Mas certamente você é uma parte importante disso, não é verdade?

Dr. Neruda:

Espero que sim.

Sarah:

Ok, aqui vai uma outra capciosa.

Porque é permitido a cinco homens – os planejadores da Incunábula – controlar o destino da humanidade? Isto é, são somente cinco homens e nós somos cinco bilhões de cidadãos no mundo. Ninguém elegeu esses caras, e na realidade ninguém sabe quem são, quais são seus planos, capacidades, percepções, e mesmo se são movidos pelos nossos melhores interesses.

Depois de ouvir sua história essa noite, fiquei com essa sensação de indignação de que cinco caras – não importa o quão bem intencionados – estão decidindo o futuro da humanidade e ninguém sabe quem são.

Os políticos pelo menos, posso vê-los, ouvi-los quando falam na televisão, e conhecer suas características de personalidade. Há um certo conforto nisso. Se acredito neles, isso é uma outra história, mas a maioria daqueles que votei, acho que são pessoas boas e honradas.

Dr. Neruda:

Quando você faz a pergunta, “permitido” controlar o mundo, a quem você está se referindo?

Sarah:

A Raça Central não tem alguma coisa para dizer sobre isso? Além de tudo, assim como você mencionou na outra noite, todos esses sete locais são parte de uma arma defensiva criada para proteger o mundo. Colocam também essa bússola de uma forma clara para que o ACIO a descubra, o que prova que estão interagindo conosco no nosso tempo presente. A Raça Central não precisaria permitir que esses planejadores tenham tamanha autoridade sobre o destino da humanidade?

Dr. Neruda:

Deixe-me tentar responder sua pergunta da seguinte forma.

Presidentes e senadores, congressistas e governadores, gabinete presidencial e líderes militares, aparecem e desaparecem, eles tem sua influência por um período de anos, e então saem para que outros tomem seu lugar. Suas agendas expressam poder de curto prazo para passar nova legislação, indicar novos juízes, melhorar leis. Estão tão concentrados na política de curto prazo que perdem a visão da importância do longo prazo. Os planejadores da Incunábula têm a segurança da estabilidade e colocam todo seu foco nos objetivos da humanidade a longo prazo. Esta é a natureza da Incunábula. Eles trazem continuidade para os grandes assuntos de nosso tempo e os tempos que estão por vir nas próximas três gerações. Operam nesse nível para assegurar que não sejam influenciados pelos objetivos de curto prazo de interesse especial.

Quanto a sua questão de quem “permite” que realizem essa função, eu teria que dizer que ninguém permite. Ninguém tem controle ou autoridade sobre os planejadores, assim como ninguém tem controle sobre Fifteen ou o Grupo Labirinto.

Sarah:

E a Raça Central? Não seria justo que conhecessem esses planejadores e os observassem? Pensava que você havia dito anteriormente que essa força de unificação, ou Deus, os aconselhassem ou algo parecido. Você não fez esse comentário?

Dr. Neruda:

O que eu quis dizer é que os planejadores da Incunábula acreditam nessa força que unifica toda vida senciente através do tempo e espaço. Eles acreditam com muita convicção nos seus destinos pessoais ou nunca teriam sido colocados na posição de planejadores. É uma posição muito honrosa apesar do anonimato.

Não tenho dúvida que a Raça Central sabe sobre os planejadores da Incunábula e talvez haja até alguma influência ou intercâmbio. Eu não sei. Como disse antes, o que sei sobre os planejadores está baseado exclusivamente nas informações de Fifteen.

Sarah:

Seria possível que Fifteen tenha inventado tudo isso?

Dr. Neruda:

Você diz sobre os planejadores?

Sarah:

Não é possível?

Dr. Neruda:

Não. Mas é possível que sua percepção não seja exata, embora duvide disso. A habilidade de Fifteen para compreender o caráter de alguém é algo misterioso. Entende melhor a psicologia humana do que podem ensinar os livros. Penso que seria impossível para os planejadores enganá-lo sem que percebesse.

Sarah:

Mas você disse que nunca encontrou esses planejadores – somente Fifteen. . .

Dr. Neruda:

Entendo sua preocupação sobre a validade disso. Se eu pudesse lhe dar os nomes para que pudesse conferir, ou obter outra forma de prova, eu o faria. Essas organizações existem até chegar na Incunábula e podem ser rastreadas ou pesquisadas. Com certeza muitos pesquisadores e jornalistas têm feito isso com relação à Maçonaria ou com os Skull e Bones, e alguns tiveram sucesso. Mas nunca olharam a ordem maior, e qual a organização que administra essa maior, força mais abstrata que compõe a Tríade do Poder.

Sarah:

Mas por quê?

Dr. Neruda:

Não há como chegar nela. Não há como pesquisá-la. A organização é propositadamente abstrata e amorfa.

Sarah:

Mas líderes como Clinton ou Blair, não tem como agir? Como os planejadores dentro da Incunábula podem ter maior poder que esses líderes que estão assinando novas leis ou decidindo se entram em uma guerra ou não? Não faz sentido.

Dr. Neruda:

Tudo dentro de uma democracia é consenso e o jogo é desenhado para substituir a opinião consensual e modificá-la para um objetivo específico galvanizador. Se houver uma ressonância razoável nas pessoas, a substituição pode ser manipulada. Caso não haja, o político será bloqueado. Liderança no mundo inteiro, a não ser em um país como Coréia do Norte, está amarrada nessa certeza, e os líderes das nações são geralmente educados para operar dentro dessa realidade.

Sim, os líderes do mundo parecem ter um grande poder, mas na verdade é agressão – não poder. O verdadeiro poder está contido nos atos de implementar um plano que é criado para melhorar ou otimizar a posição da humanidade em relação ao meio ambiente, e protegê-lo de ameaças. A palavra-chave é humanidade, que é uma analogia para a alma coletiva de cada pessoa no planeta. Isto não é definido por etnia ou limites geográficos.

Líderes mundiais aplicam agressão para atingir suas metas, que sempre inclui uma saudável dose de ganância do estado e auto engrandecimento. O conceito de humanidade não é um ingrediente crítico em suas agendas. O poder deles, se é que você quer chamar isso de poder, é um desejo coletivo de um pequeno círculo interno de políticos zelotes que querem assegurar os benefícios de seu poder primeiro para si próprios, segundo para sua nação, e terceiro para seus cidadãos.

Sarah:

É uma bem forte condenação do nosso sistema político, se é que o entendi corretamente.

Dr. Neruda:

Eu diria que você me entendeu muito bem.

Sarah:

Portanto, falta poder para nossos líderes políticos porque estão absorvidos nos objetivos do estado, que excluem a humanidade como um todo?

Dr. Neruda:

Por favor, entenda que não estou condenando os líderes como indivíduos, mas sim o sistema de estado provinciano, que tem sido criado para estimular o nacionalismo. O líder como indivíduo, assume a identidade do sistema de estado, que está restrito unicamente no conceito de patriotismo.

Sarah:

Agora você está dizendo que patriotismo é o problema? Estou confusa.

Dr. Neruda:

Patriotismo é um estado que causa comoção. E é nesse estado que os cidadãos dão suas respostas. É dessa forma também que os líderes respondem a problemas e ameaças. Sob esta bandeira singular, é que acontecem as guerras e as agressões veladas. Este é o método ideal que o estado se utiliza para agradar seus cidadãos a fim de que apoiem sua liderança.

Estou dizendo que a identificação dos cidadãos com o estado, ou patriotismo, é o grande bloqueio para efetivamente lidar com os problemas da humanidade. Os líderes são simplesmente fantoches dentro dessa estrutura que foi criada como um meio para colonizar países mais fracos.

Sarah:

Acho que meu cérebro pode suportar somente mais uma questão e por esta noite chega. Tudo bem para você?

Dr. Neruda:

Sim, como você quiser.

Sarah:

Em toda discussão esta noite – cuja maior parte esteve concentrada na Incunabula ou, talvez de forma mais apropriada, deveria chamar isso de estrutura do poder no mundo – não falamos muito sobre as implicações espirituais. Na realidade isso soa estranhamente impessoal e não espiritual, se é que é essa a expressão. Você pode comentar sobre isso?

Dr. Neruda:

O que está acontecendo no nosso mundo é a manifestação de como uma espécie migra de uma condição de pensar como uma nação, para começar a pensar como uma espécie. É um estágio dentro do plano de migração. Os humanos estão se movendo da mentalidade do patriotismo, “acredite-no-que-digo”, e elevando seu pensamento para abranger e abraçar a comunidade holística da humanidade. Para isso, será necessária uma enorme capacidade de liderança a fim de executar o processo de conclusão dessa migração, porque as pessoas do mundo vão precisar de um acontecimento, um evento que seja um divisor de águas para apagar suas memórias.

Sarah:

Espere um pouco. O que você quer dizer com apagar suas memórias?

Dr. Neruda: Há uma memória persistente na psique dos humanos – particularmente nas culturas mais fracas que têm sido massacradas pelas nações com tendências a colonização. Essas indignações dolorosas com as nações mais fracas do mundo têm deixado uma marca profunda em sua memória coletiva. É vital que essa memória seja apagada ou purgada para que a humanidade se torne unificada no seu governo e nos sistemas fundamentais.

Esse evento pode ser orquestrado ou pode acontecer através de meios naturais, mas normalmente é aceito que esse evento deva estimular as pessoas do mundo a se unir, e nesse processo, purgar a memória de todas as pessoas, mas especialmente daqueles que têm sido tratados como vítimas da colonização.

Sarah:

Sei que acabei de dizer que só conseguiria fazer mais uma pergunta, mas como jornalista não posso resistir a essa linha de pensamento. Dê-me alguns exemplos de que tipo de evento você está falando.

Dr. Neruda:

O mais provável evento, de implicações globais, será uma escassez de energia.

Sarah:

Isso é o que você falou anteriormente, mas uma escassez de energia não criaria somente mais atrito entre aqueles que têm e os que não tem?

Dr. Neruda:

Se isso for administrado adequadamente, não. O tipo de escassez a que me refiro causará efeitos devastadores em todos os aspectos de nosso mundo. Todas as infraestruturas seriam impactadas, e o impacto seria severo e persistente. Uma sociedade global para regular a produção e distribuição dos recursos existentes, associada com uma bem administrada procura por alternativas, fontes renováveis se tornariam uma necessidade nessa condição.

Ainda por trás da cena, a Incunábula ajudaria administrar esse evento de tal forma que restabeleceria a igualdade entre as pessoas do planeta. Isso estaria acima dos interesses especiais e dos poderes dominantes, e garantiria a justiça. Esta justiça estabeleceria seu instrumento de liderança global como uma força preeminente para a globalização, e a memória de todos seria – falando metaforicamente – apagada.

Sarah:

Esta é a minha resposta para “onde está a espiritualidade nisso tudo”?

Dr. Neruda:

Não. Confesso que sai um pouco do assunto.

Também gostaria de lembrar que o que estou revelando é um conceito amplo, e quando alguém ler essas revelações no futuro, espero que tenha isso em mente. Não sou capaz, devido às circunstâncias e ao exíguo tempo, de dar uma versão mais detalhada. Todavia, esses detalhes existem e quando alguém se der ao luxo de estudá-los, tudo que estou revelando parecerá mais plausível. Agora, voltando a sua pergunta. O elemento espiritual está fortemente integrado a todo o tema da discussão dessa noite. Se fosse resumir, chamaria isso de plano da migração humana. A humanidade está evoluindo em um nível, e migrando em outro.

No caso de sua evolução, os humanos estão se tornando mais avançados, tecnologicamente falando, com habilidade para multi-processar dados visuais, aurais e intelectuais mais sofisticados. Em outras palavras, o sistema cerebral está mudando para se tornar mais holístico no processamento de informações. O computador é o grande responsável nesse caminho evolutivo.

Os humanos estão também migrando da separação que é a condição das nações, para a unificação através da globalização. Este é um caminho completamente diferente, mas relacionado. A humanidade está se fundindo, embora não pareça, em função de continuarmos a ter guerras e conflitos pelo planeta. Está acontecendo em “micro passos”.

Sarah:

E o espiritual?

Dr. Neruda:

Sim, obrigado. O espiritual é que estes dois caminhos estão conduzindo a humanidade para algo que os Wingmakers chamam de Grande Portal. É a conexão para nossa alma humana, que tem sido quebrada em centenas de pedaços e espalhadas pelo planeta na forma de diferentes cores, culturas, línguas e geografia, e que agora está no processo de uma reunião inalterável.

Este é o aspecto espiritual, e que mexe com tudo nas suas vidas. Penetra em cada um dos átomos da existência coletiva, inspirando um destino que ainda não é visto.

Sarah:

Você mencionou o Grande Portal. O que é isso?

Dr. Neruda:

No glossário encontrado no disco ótico, fala sobre isso.

Sarah:

Eu li a seção do glossário que você me deu, mas apenas uma vez, e não me lembro bem. Você poderia explicar isso novamente?

Dr. Neruda:

O Grande Portal, de acordo com os Wingmakers, é a descoberta científica indiscutível da alma humana.

Sarah:

Algo parecido com LERM, não é isso?

Dr. Neruda: Parecido, mas LERM é mais a demonstração que a força de unificação existe e permeia todas as dimensões da existência. É a prova do espírito, se você quiser. A alma humana permanece indefinível para nossa tecnologia.

Sarah:

Você está dizendo que alma e espírito são coisas diferentes? Sempre me ensinaram que alma e espírito são basicamente a mesma coisa.

Dr. Neruda:

Alma, ou como os Wingmakers se referem como Navegador da Totalidade, é a réplica da Primeira Fonte (Deus), só que compartimentada em uma personalidade singular, imortal, e completamente individualizada. Espírito é mais a força de conexão que unifica a alma individual com a Primeira Fonte e todas as outras almas.

Sarah:

Não estou segura que estou acompanhando sua descrição, mas pode ser que agora minha mente está saturada e começo a ter dificuldade para entender.

De qualquer forma, o que se ganharia com essa descoberta do. . . Grande Portal?

Dr. Neruda:

Tudo que nos mantém separados – fechados em nações e em preocupações provincianas – será obliterado quando essa inegável prova for obtida.

Sarah

Porque a natureza básica do homem, que levou centenas de milhares de anos para se formar, mudaria repentinamente quando a ciência avançasse e anunciasse que pode provar a existência da alma? Isso não me parece razoável.

Dr. Neruda:

De acordo com os Wingmakers este é o caminho evolucionário da espécie humana, e a descoberta do Grande Portal é o ápice da espécie humana. Isto cria as condições para que desapareçam as coisas que nos separam, sejam elas cor, raça, forma, geografia, religião, ou qualquer outra coisa. Nos descobrimos olhando pela lente da ciência e vemos que todos os humanos são compostos da mesma substância interior – seja lá como você quiser chamar – e que é isso que verdadeiramente nos define e as nossas capacidades.

Sarah:

Então, tudo que estivemos falando esta noite. . . a globalização da humanidade culmina nessa descoberta? É isso que você está dizendo?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

E os planejadores da Incunábula estarão lá, esperando para nos guiar. Isso também é parte do plano?

Dr. Neruda:

Não sei se haverá um papel para a Incunábula nesse novo mundo. Talvez, talvez não.

Sarah:

Se um indivíduo tivesse a experiência desse Grande Portal e estabelecesse para si mesmo que é composto de uma alma – uma alma imortal – não mudaria completamente a maneira como vive? Só estou começando a pensar nas ramificações, ele não ficaria assustado?

Por exemplo, o que aconteceria se alguém descobrisse que realmente não morre. Não mudaria sua atitude em relação à morte, de tal forma que não a temeria? Talvez as pessoas ficassem mais despreocupadas e ousadas, se arriscariam mais.

Dr. Neruda:

Talvez. Haverá, indiscutivelmente, muitas reações diferentes, e não pretendo saber como isso tudo será administrado.

Sarah:

Uma outra coisa que achei interessante nisso tudo, é o papel da ciência comparada com a religião. Parece que a religião tentou de tudo para definir a alma e falhou. Qualquer que seja a definição deles, parecem estar baseados totalmente na fé, e não tem uma consistência real no modelo. Este Grande Portal é uma descoberta científica, não é religiosa, correto?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

Portanto a ciência terá sua oportunidade. E se eles falharem? Talvez seja algo tão ilusório, tão escondido em tudo isso que a ciência não faça melhor. Sei de pessoas que apesar de você estar mostrando as coisas para elas, mesmo assim vão negar com todas as suas forças. Como você convence alguém que não quer ver?

Dr. Neruda:

Você pode imaginar o Grande Portal como a interface para a consciência do tempo vertical. Esta interface será descoberta algum dia no século 21. Não conheço todos os detalhes. Não sei como isso vai impactar as pessoas. Você pode estar certa; alguns aceitarão e alguns não. Só sei que isso é parte do destino, e a humanidade está caminhando para chegar lá.

Sarah:

De acordo com os Wingmakers?

Dr. Neruda:

Sim.

Sarah:

Você sabia disso antes de ler o glossário?

Dr. Neruda:

Se eu sabia da existência do Grande Portal?

Sarah:

Sim, ou simplesmente a tecnologia prova a existência da alma humana. Isso estava sendo planejado ou influenciado pelo ACIO?

Dr. Neruda:

Não.

Sarah:

Existe alguma outra organização trabalhando nessa prova – neste momento?

Dr. Neruda:

Não que eu saiba.

Sarah:

Se ninguém está tentando descobrir o Grande Portal, quem o fará?

Dr. Neruda:

Esta é a razão de porque quero que este material seja tornado público. Os materiais dos Wingmakers foram criados para ativar aquelas almas que estão encarnando que exercerão um papel ativo na descoberta e criação do Grande Portal…

Sarah:

Você está dizendo que almas estão encarnando especificamente para esse propósito?

Dr. Neruda:

Sim. Existem muitas almas avançadas que estão encarnando nas próximas três gerações que criarão, desenvolverão e utilizarão o Grande Portal. Este é o objetivo central dos materiais dos Wingmakers armazenados nesses sete locais.

Sarah:

Pensei que você havia dito que eram armas defensivas?

Dr. Neruda:

Esta é uma parte, mas há outras também. E acredito que tem a ver com elementos artísticos. Eles estão codificados. São catalisadores da consciência. Estou convencido disso baseado na minha própria experiência.

Sarah:

Li muitos desses textos, e ouvi as músicas. Gostei, mas não catalisaram nada em mim. Não sinto que possa ajudar a criar ou construir o Grande Portal, não que eu não tenha capacidade para contribuir com alguma coisa de valor.

Dr. Neruda:

Talvez seu papel seja diferente.

Sarah:

Ou não tenho papel nenhum. Talvez você tem que ter as qualidades dentro de você antes que os materiais possam ativar qualquer coisa. E no meu caso, tenho a sensação que não há nada para despertar.

Bem, ao mesmo tempo em que fico tentada a me aprofundar em mais informações sobre esse Grande Portal, acho que minha bateria está chegando ao final. Vamos combinar para falar mais sobre o Grande Portal na nossa próxima entrevista. Tudo bem?

Dr. Neruda:

Tudo bem.

Sarah:

Algo mais que você gostaria de dizer antes de finalizarmos?

Dr. Neruda:

Sim.

Se você, leitor, está pensando como a informação que apresentei sobre a Incunábula se relaciona com as várias teorias conspiratórias sobre a Nova Ordem Mundial, comunidade de inteligência, Illuminati, Maçonaria, e todas as outras organizações do mundo consideradas clandestinas, eu respeitosamente lhe peço que suspenda suas noções anteriores sobre as motivações desses vários grupos.

Estas não são organizações malévolas, independentemente de como alguns as descrevem. Seus membros têm filhos e famílias assim como você, tem prazeres e desprazeres nas mesmas coisas que você. São humanos com todas as mesmas fraquezas para o vício e ganância, mas tem também uma forte energia para melhorar o mundo, é que simplesmente a definição deles do que é um mundo melhor, pode ser diferente da sua.

Se seu interesse é criar um antagonista para se divertir, é uma prerrogativa sua. Mas os assuntos sobre os quais falei esta noite são sérios demais para se brincar. Eles merecem sua atenção e discernimento. Faça suas próprias investigações sobre o suprimento de energia no mundo. Você pode vir com números diferentes daqueles que mencionei, mas somente porque a tecnologia do ACIO é mais avançada que a indústria do petróleo. No entanto, você vai confirmar as condições gerais.

Observe os acontecimentos atuais sempre que ler esta entrevista. Você verá como esse plano está evoluindo. Pode parecer que há desvios, mas o caminho de uma forma geral é aquele que descrevi. Está se movendo nessa direção, com alguns acidentes ou apesar de capricho dos líderes do mundo, pode estar certo disso. É tudo parte da orquestração de acontecimentos que foram planejados de acordo com um projeto bem desenhado pelos planejadores da Incunábula.

Você pode sentir uma certa angústia por estar sendo conduzido para um futuro que não escolheu, mas se você quiser ter influência, você precisa se educar e estar ciente das reais forças que estão definindo o seu futuro. Este é um universo de livre arbítrio. Não há hierarquia de seres angélicos guiando o destino do mundo. Não há mestres ascendidos que determinam o caminho para a iluminação da humanidade ou da pessoa.

Se você verdadeiramente quer manifestar e aplicar seu livre arbítrio, faça disso uma religião pessoal para conhecer os fatos. Aprenda como olhar por trás das histórias que são vendidas pela imprensa e pelos políticos, e tire suas próprias conclusões. Mantenha-se alerta a tudo que estiver sendo dito do cenário político, especialmente quando você é induzido a ser patriota. Este é um dos mais claros sinais para suspeitar do que está sendo dito.

Quando os inimigos são criados – principalmente inimigos novos – seja cauteloso com as motivações daqueles que os declararam como inimigos. Investigue os fatos. Analise com profundidade e verifique as evidências. Todos vocês podem se tornar investigadores e aprender a arte da pesquisa e do estudo analítico se você quiser sentir uma parte do movimento de globalização.

Suas percepções e entendimentos podem não mudar o curso da humanidade em um milímetro, mas mudará sua habilidade para sentir uma parte dessa migração e entender para onde a humanidade está se movendo e por que.

E para aqueles que preferem seguir seu próprio caminho e acreditar que a globalização é pura fantasia, só posso dizer para vocês que isto deve acontecer. É a manifestação visível de quem nós somos e é a evolução natural de nossa espécie para nos unificarmos em torno da essência interior de nossa identidade…, em lugar da fachada exterior da nossa nação em particular ou de crença religiosa.

Acredito que todos entendem isso em graus variados, mas são os métodos dessa unificação que afetam as pessoas. E eu entendo essa preocupação. Se estivermos coletivamente informados sobre o plano e entendermos que o objetivo final e algo que contém uma grande promessa para a humanidade, podemos perseguir esse objetivo com maior velocidade e com a confiança que os métodos serão do interesse de todos. Este deve ser nosso objetivo.

E finalmente, muitos de vocês podem sentir que globalização é um conceito da Nova Ordem Mundial e, portanto, rejeitá-la por considerá-la como um movimento carregado de ganância e ambição pelo poder. Sim, sempre haverá aqueles que levarão vantagem neste movimento para conseguir ganhos pessoais, mas a razão para se tornar uma humanidade unificada neste planeta é muito maior que ganhos pessoais de alguns poucos. Lembre-se disso quando estiver lendo histórias sobre conspiração.

Terminei Sarah. Obrigado por sua indulgência.

Sarah:

Obrigada por seus comentários.

 

Fim da quarta entrevista.

 

7 – QUINTA ENTREVISTA ==>