A Criança Índigo Interna – Quatro canalizações, uma de KRYON e três de YASMIN

A Criança Índigo Interna
Quatro canalizações, uma de KRYON e três de YASMIN
(por Vitorino de Sousa)
1 – Transmissão de Kryon
Oeiras, Portugal, em 10 de Abril de 2004
(Na primeira parte do trabalho fora dito o seguinte: “A visualização que se propõe é que cada um dê à luz, que retire do seu ventre, com as suas próprias mãos, a sua Criança Índigo Interna. Cada um vai fazer uma cesariana etérica a si mesmo. Vai visualizar-se a retirar, de dentro de si mesmo, a sua Criança.”)
Saudações, meus amados, eu sou Kryon do Serviço Magnético.
Gostaria de começar por dizer que isto está cada vez melhor!
A manifestação das vossas intenções é cada vez mais sublime, embora alguns não o reconheçam, pois acham que participar neste tipo de trabalho não é decisão sua: estão a ir por “arrastamento” em relação ao exercício que foi proposto. Mas eu espero que, nesta altura, já tenha ficado claro que ninguém está aqui por acaso. Não é pelo fato de a vossa consciência terrena não reconhecer a quanto tempo decidiu participar neste trabalho, que essa decisão não tenha sido tomada.
De fato, muitas perguntas foram feitas – e continuam a ser feitas – em relação àquilo a que vocês chamaram Implante Neutro ou Neutralizador, pelo que foi necessário encontrar algumas expressões sinônimas. Esta de deixar emergir a Criança Índigo Interna é uma delas. Não deixa de ser interessante e divertido, porque alguns andaram a hesitar se haviam ou não de “pedir o Implante” – utilizando estas mesmas palavras – e, agora, estão a pedi-lo utilizando outras palavras! O efeito, porém, será exatamente o mesmo.
A Criança Índigo Interna é o símbolo da pureza, e o Implante Neutralizador trata de alçar o ser humano para esse nível de pureza, libertando-o de todos os bloqueios, registros cármicos, etc. Simbolicamente, a Criança Índigo Interna representa o ser que ascendeu. Esta poderia ser outra expressão sinônima: pedir o Implante Neutralizador, ou dar à Luz a Criança Índigo Interna, ou determinar-se a ascender é exatamente a mesma coisa. Talvez, para alguns, isto tenha ficado mais claro, agora.
No entanto, a Criança Índigo Interna continua a ser um potencial. Vocês estão a solicitar, estão a dar à luz um arquétipo. Mas, depois, falta vivê-lo! De que serve algo de que não se tira proveito? Uma vez dada à luz, a vossa Criança Índigo Interna convida-vos a experimentar as novas ferramentas da Nova Energia, convida-vos a desmistificar o contacto conosco e com os guias, incita-vos a utilizarem a Terceira Linguagem, ou seja, o veículo de comunicação conosco, porque a Criança Índigo Interna vê nisso a coisa mais natural, não deste mundo, mas do outro onde ela pertence.
A coisa mais natural deste mundo deixou de interessar. Neste momento, a coisa mais natural deste mundo, é o sangue a escorrer, é o medo, é a desconfiança, é a angústia. Já a coisa mais natural do outro mundo – aquele para onde ascenderão aqueles que decidirem ascender – é a fraternidade, é a paz, é a aceitação, é o Amor Incondicional, é o respeito pelo planeta e por todos os seres, não por aquilo que são na sua manifestação social ou em função da idade que têm, mas em função da sua essência, independentemente da tarefa que desempenham, dado que essa tarefa é apenas o veículo, o meio de aprendizagem. Portanto, na escala social, estar em cima ou estar em baixo é exatamente a mesma coisa. E o simples fato de este mundo julgar, classificar e hierarquizar as pessoas, como tem sido feito, já seria suficiente para qualquer ser humano com a sua inteligência espiritual desperta, decidir sair dessa bolha.
Então a Criança Índigo Interna puxa para cima. Não é o “adulto” austero, desconfiado, empedernido e cristalizado, não é esse arquétipo dentro do ser humano que vai decidir fazer a mudança, porque esse arquétipo vai querer provas, vai pedir garantias e certezas, certificados e abaixo-assinados. O Adulto Interno é aquele que gosta de “trabalhar com rede” para ter a certeza de que, se cair, não lhe acontece mal nenhum; a Criança Índigo Interna, por sua vez, tem o seu cordão umbilical ligado ao centro da galáxia e, portanto, sabe que viver só pode ser uma aventura, só poder ser uma alegria, um entusiasmo. Viver só poder ser uma coisa saudável porque ela ressoa com o Universo, porque sabe brincar com o Universo. O Universo é o seu parque de diversões: as estrelas são o seus balões, os satélites são as bolas com que faz malabarismos, porque se sente em Casa… embora saiba que ainda não pode sentir a plenitude de estar em Casa; para isso terá de esperar por desencarnar.
Mas há várias maneiras de estar encarnado: pode-se estar encarnado com medo de sair de casa e pode-se ir a todo o lado dentro da bolha dourada, completamente sintonizado, invisível para os promotores de experiências desagradáveis. Isto é algo perfeitamente possível. embora não explicável para a mente concreta, porque a mente concreta pensa que não está protegida e o coração sente que está protegido.
Então, na rua, podem ver um ser a funcionar no nível mental ao lado de outro ser a funcionar no nível anímico, que a diferença exterior decerto se notará apenas nos traços das suas fisionomias; por dentro, porém, a diferença é abissal: num deles há um olhar de desconfiança, pois receia que o ataque surja a qualquer momento, vindo de qualquer direção, enquanto o outro repara na flor da árvore e no brilho do Sol. Isto não é romantismo é ciência cósmica; isto não é um sonho, é a realidade a que poderão aceder através do aconchego da Criança Índigo Interna! É a isto a que se chama viver noutra dimensão.
A Criança Índigo Interna confia, e, além de confiar, diverte-se, porque uma criança não sabe fazer mais nada senão divertir-se. mesmo quando está a fazer qualquer coisa que pode não ser considerada uma diversão!
Diversão não é uma prática, é um estado de espírito! Diversão não é andar de carrossel, dado que se pode andar de carrossel profundamente deprimido. Diversão é andar de carrossel e não andar de carrossel, com diversão! É isso que, potencialmente, a Criança Índigo Interna proporciona; é isso o que as crianças e os adolescentes Índigo vêm mostrar aos adultos que escolheram personificar o seu Adulto Interno cristalizado, soturno, triste, deprimido, com olheiras, curvado, embirrante, azedo e cáustico, que vai em sentido contrário ao Espírito que é alegria, diversão, leveza, ironia. Por isso se diz que é a Criança Índigo Interna que faz a ligação com o plano espiritual. É por isso que os seres espiritualizados são divertidos. E, se não são, seria bem mais interessante que decidissem sê-lo, porque a vibração da sisudez não reverbera deste lado do véu! Então, há algo de puro que tem de ser resgatado, e esse resgate faz-se através de uma decisão. Na base está uma decisão. E, depois, está a prática de fazer diferente respeitando, evidentemente, todos os outros.
A Criança Índigo Interna não sabe o que é o “Parece mal”!. Ela não sabe o que é “O que é que os outros vão dizer?”. Ou seja, a Criança Índigo Interna é espontânea. A Criança Índigo Interna faz, não porque pensa no que poderia fazer, mas porque sente que tem de fazer – seja o que for, mesmo que a outra pessoa considere um abuso. Fez porque foi um impulso foi irreprimível. Quando um ser humano sente um impulso irreprimível, é porque algo de muito antigo foi ativado. Um impulso irreprimível entre seres humanos representa um velho encontro, seja para lhe dar um abraço e um beijo, seja para lhe dar um tiro!
Não deixa de ser irreprimível e não deixa de ser uma manifestação do Espírito: uma luminosa, outra sombria. Mas ambas são vias de aprendizagem não passíveis de julgamento.
Então, atrevam-se! Ousem sem provocação! Expressem o vosso ser – é isso que quer dizer EU SOU!
Portanto, sejam! Não pensem, sejam! Intuam e sejam! Amem e sejam!
Não sabem qual é a melhor maneira de fazer isso? No primeiro passo, a melhor maneira é aquela que é diferente da maneira como têm feito! A melhor maneira é aquela que vos ajuda a ascender, a purificarem-se.
Essa é a melhor maneira; é a forma sábia de utilizar o livre-arbítrio, isto é, fazer a escolha que convém, que ajuda e que impulsiona espiritualmente. Essa é a melhor maneira!
Um farol tem de se acender a si mesmo através da “melhor maneira”. Não a “melhor maneira” esperada pelos outros, pela família, pela sociedade, porque essa não é a melhor maneira; também não é a pior maneira, é outra maneira! Liberdade significa um ser humano ser capaz de escolher sabendo que tem o leque aberto em 360 graus, que é livre de escolher ao longo de qualquer uma das vias, seja para amar seja para matar. Esse é um ser humano autônomo. desde que seja, de fato, autônomo! Mas, como compreenderão, não há seres autônomos espirituais capazes de matar, porque o Espírito respeita qualquer forma de vida. Isso não quer dizer que seja permissivo: como no jogo de xadrez, respeita a jogada do outro; a resposta, porém, poderá ser um xeque-mate, ou seja, a anulação ou o fim do jogo, no máximo respeito!
Não se trata de “abater” o inimigo, trata-se de cancelar o anular as suas intenções, o que é bastante diferente.
Então, se alguns de vós, no interior da vossa tela mental já seguram amorosamente a Criança Índigo Interna, agora cuidem dela. Assumiram essa responsabilidade. E, como acontece com o Índigos físicos, cada vez que o vosso Índigo Interno vos vir tristes, ele não vai perceber, não vai reconhecer essa tristeza; vai convidá-los para irem tomar um gelado, chapinhar nas poças, oferecer uma flor à vizinha e dizer não, sempre que seja necessário. E, se vocês não derem este tipo de resposta, ela não vai querer voltar a brincar convosco. Ela olha para vós como um parceiro de brincadeira; se vocês não responderem, resta-vos esperar em que é que essa Criança Índigo Interna se vai transformar, pois pode transformar-se em muita coisa.
Aliás, já se transformaram em muita coisa. O ser humano nunca perdeu o contacto com a sua Criança Índigo Interna. Agora, porém, ganhou o potencial de a resgatar para outra dimensão, sendo que tudo concorre para que isso seja feito rapidamente e com muita facilidade. Então, o potencial, visto daqui, é muito bonito. Mas quem vai transformar esse potencial numa realidade? Nós já não podemos facilitar mais. Portanto, por exclusão de partes, é claro que tem de ser o ser humano individual a comprometer-se a rejuvenescer. E, como também já foi dito, este rejuvenescimento não tem nada a ver com a idade biológica do ser humano em questão. Seria bom que alguns seres humanos entendessem que muito daquilo que, agora, lhes dificulta brincar com a Criança Índigo Interna é o resultado de há muito tempo não brincarem com a sua Criança Índigo Interna!
Atingimos centros nevrálgicos, perturbamos algumas consciências e, isso, é sempre motivo de alegria.
Resta-nos desejar que fiquem em paz.
KRYON
Leia os textos que se seguem pausada e atentamente, como se a sua paixão estivesse sussurrando nos teus ouvidos.
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2 – Transmissão de YASMIN
Pamplona, Espanha, em 30 de Janeiro de 2005
Saudações amigáveis desde Vênus para os irmãos humanos.
Eu sou Yasmin, e gostaria de falar um pouco sobre a Criança  Interna. Afinal, a Criança Interna é, apenas, um símbolo de alegria. Assim, por vezes, quando tentam ver essa Criança Interna, ela surge de uma forma simbólica, que representa o seu estado. Pode parecer que tem frio, fome, que está triste e desapoiada, etc. Tudo isso não é mais do que uma imagem simbólica de como esse ser humano se sente internamente.
É somente um referencial. Mas gostaria de vos dizer que, mesmo que a vejam alegre, saibam que nenhuma criança gosta de estar alegre sozinha. A alegria é a manifestação tridimensional do amor do Pai; tem as mesmas características. E uma delas é que pretende estender-se até ao infinito, tocando em todos, como uma brisa que soprasse sobre os Humanos. Mas há muitas formas de espalhar essa alegria, que, afinal, é um estado interior de Graça, e cada um tem de escolher a sua própria forma de estender a manifestação física, tridimensional, da essência da Fonte. Essa é a energia curadora – esta que vocês estão a receber neste momento porque eu estou alegre. Ou seja, estou em paz. E estendo a minha paz, a minha alegria e o meu amor sobre vocês para que possam senti-los.
Alegria não tem de ser necessariamente um sinônimo de euforia; alegria é uma palavra e, portanto, um símbolo. A expressão física da alegria é um sorriso. Da mesma forma que a Fonte não guardou o Amor para si mesma e o estendeu por todo o Universo sob distintas formas e manifestações, assim vocês também deveriam fazer. Já receberam muitas informações sobre este assunto. A alegria não tem de ser necessariamente um sinônimo de agitação, todavia, manifestar alegria na dimensão em que se encontram contempla algum nível de ruído. Mas eu estou a referir-me a outro tipo de alegria, porventura mais serena, mas silenciosa, talvez mais discreta. Falo de uma alegria focada intencionalmente, da qual se poderia dizer que é um ato de envio de amor: uma energia que se transforma numa força, quando é orientada com consciência e propósito. E se têm a intenção de abandonar a dimensão onde vivem, terão de se acostumar a lidar com a alegria desde outro ponto de vista, mais relacionado com o plano para onde estão a ascender.
Uma vez mais vos transmito a minha alegria desde esta dimensão onde estou, perfurando este silêncio sem o danificar e sem o perturbar. Deixo-vos com esta dádiva, com este espelho venusiano. No entanto, não vos abandono; apenas interrompo a comunicação verbal porque, cada vez que sentirem alegria em tranqüilidade e me estenderem por tudo o que vos rodeia, estarão a vibrar a minha vibração e poderão dizer que estão a canalizar Yasmin.
Poder-se-ia dizer que este nome significa um estado de espírito. Este não é o meu verdadeiro nome. É o nome que vocês podem utilizar como símbolo da polaridade feminina da Fonte. E, com isto, estou a revelar algo mais acerca de quem sou. Guardem-me no vosso coração e estendam-me até ao infinito deste e dos outros universos.
YASMIN
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3 – Transmissão de YASMIN
S. Paulo, Brasil, em 28 de Março de 2005
Meus amados irmãos humanos, recém-nascidas crianças, eu sou YASMIN.
A criança que têm de fazer nascer dentro de vós, tem de ter as características da Deusa. Todo aquele que decidir renascer na vertente feminina da Fonte, é uma nova criança nesse planeta. Isso não tem a ver com a idade cronológica, tem a ver com o tipo de vibração que irradia. E a vibração, que está ponta para ser irradiada mas precisa de ser sintonizada primeiro, é a vibração que eu represento, que não contém qualquer veio de adoração; tem a ver, apenas, com a paz e a quietude, aquela paz e quietude que acalma todas as águas que possam chegar, até vós, encapeladas.
As palavras pouco interessam neste contexto. É o toque do vosso olhar, é o perfil do vosso sorriso que interessa. Talvez pensem que isso não está ao vosso alcance, mas enquanto pensarem que não está ao vosso alcance, decerto não se disporão a experimentar.
Não interessa o gênero, se masculino ou feminino, pois a Fonte é andrógina. Todavia, se falamos da Deusa, é porque, geneticamente, vocês estão preparados para entender a polaridade. Eu sou uma entidade que difunde essa polaridade, cuja tarefa é dulcificar o Humano, é transformar o toque rude no roçar, leve, de uma pena, é transformar um olhar arregalado de espanto e de medo num semicerrar de olhos de candura.
Afinal, eu sou aquilo que vocês acham impossível!
Por isso, venho expressar-me para que me sintam, para que me experimentem e para repararem no aveludado que ponho na voz deste canal. No entanto, acrescento a firmeza. A firmeza suficiente para vos dizer que, a menos que se empenhem, jamais me experimentarão! Não é que seja difícil experimentar-me, é apenas porque vocês crêem não ser possível.
Julgam que um velho guerreiro não pode afagar?
Crêem que uma mão calosa não pode acarinhar?
Acham que, se não for à força, não conseguirão?
Mas eu vos peço para se aquietarem. Eu vos peço para simplificarem. Sem simplificação não há paz, assim como não há sem silêncio e quietude. Poderia juntar aqui a imobilidade, mas isso fica ao critério de cada um. Se não alimentarem a gestação da vossa criança doce, dificilmente equilibrarão a vossa vida. As crianças que vos rodeiam, quer aquelas que estão dentro dos adultos, quer as que estão encarnadas, há pouco tempo, no planeta, anseiam conhecer a doçura do vosso toque e do vosso olhar. A vossa criança interna, como qualquer criança, deseja aprender, compartilhar com as outras crianças e, essencialmente, divertir-se!
Não se esqueçam que permitiram que o “adulto” se fundisse com a vossa Figura Dourada e que, dessa fusão, tivesse saído algo bem diferente. (Este foi o tema da visualização, proposta antes da canalização começar.)
Não procurem mudar o que vos rodeia, pois essa poderá ser uma forma de dizerem que não querem mudar a vós mesmos; ao invés, procurem iluminar, com a vossa doçura e a vossa paz, o que vos rodeia.
Não vos parece que esse mundo precisa de um pouco de suavidade?
Não vos parece que já chega de viveram no meio da aspereza e do atrito?
Acaso não conhecem já os resultados dessa escolha?
Acaso não anseiam conhecer os resultados da escolha que ainda não fizeram?
É essa escolha que aqui vos proponho, uma escolha que depende, apenas, da vossa decisão. E não precisam de estar preparados para escolher, porque a preparação só se desencadeia depois de terem escolhido. Escolham a paz e, em breve, ela será vertida sobre as vossas cabeças, simplificando as vossas vidas, eliminando temores, injetando confiança, entranhando alegria.
Isto não é uma promessa vazia de significado, é a promessa que sempre vos fizemos, desde o princípio, embora soubéssemos que, para ser cumprida, teriam de estar reunidas algumas condições, o que só aconteceu muito recentemente, em termos de contagem do tempo da Terra. Por isso, o nosso discurso não mudou; o que tem de mudar é a forma como vocês ouvem o nosso discurso, porque o ouviram durante muito tempo e verificaram que os resultados foram bastante escassos. Essa foi uma das razões que vos levaram a perder a confiança em nós.
Mas, como poderíamos fazer passar o nosso tesouro através de uma frincha da porta? Foi assim porque não podiam abri-la mais; habituaram-se a ver a porta encostada, entrando apenas uma fresta de luz, e agora não concebem que, potencialmente, a porta está totalmente aberta. Acham até que a porta está presa nos seus gonzos ou tem as dobradiças enferrujadas. Julgam que não há hipóteses de a mover. Mas essa imagem, como foi dito, pertence ao velho cenário (a velha energia). A mudança tem de ser feita no vosso conceito porque, para nós, nunca nada mudou.
Por que não reivindicam agora, de novo, aquilo que sempre ansiaram?
Por que têm medo de deixar partir as velhas limitações?
Por que se agarram a uma bóia de gelo?
Por que se debatem quando uma Mão de Luz se estende para vós?
Por que não se deixam resgatar?
Na imagem, há pouco proposta, quem está na Margem Dourada somos nós; quem tem de atravessar a ponte são vocês. Têm de ser vocês a atravessar a ponte porque isso implica uma decisão.
Vocês, desde sempre, desceram ao planeta para tomarem esta decisão: cruzarem a ponte para o lado da luz!
Nós sempre estivemos aqui, à vossa espera, aguardando que reunissem a coragem suficiente e a força necessária para darem esse passo, para fazerem esse pequeno percurso.
Então, o que vos impede?
Não querem abraçar aquela mãe que sempre idealizaram?
Não querem brincar no território da abundância?
Não querem emigrar para o País das Maravilhas… reais?
Tudo isso está à distância de um pensamento diferente. Vocês sabem que está! No entanto, têm tendência para continuar a dar ouvidos àquele que, dentro de vós, diz que tudo isto é um engano. Não confundam um holograma mentiroso com a realidade. Evitem fazê-lo.
Será isso, que estão a sentir, uma mentira?
Será que esta experiência apenas vos transmite um simulacro de paz?
Será que tudo isto é uma percepção enganosa?
Dirão, mais tarde, que sentiram o que estão a sentir porque estavam a meditar?
Dirão que, nessas circunstâncias, é fácil sentirem o que estão a sentir?
Dirão que é difícil recuperar esta sensação quando, à vossa volta, tudo vos agride?
Se o disserem é o mesmo que dizerem que a sombra é capaz de eliminar a luz!
Então, deixo-vos com este desafio. A nossa função é proporcionar uma alternativa. A escolha, depois, é vossa. Esperamos que não saiam desta vibração, que a levem para casa e a mantenham, tal como nós temos feito ao longo de eons de tempo, mantendo-a disponível e viva para vocês, aguardando o momento em que pudessem desfrutar dela. E eis que é chegado o momento. Agora, é convosco.
Muito obrigado pela vossa abertura e pelo vosso esforço de entrega.
Decerto nos reencontraremos. Para nos reencontrarmos, basta que voltem a fazer silêncio.
YASMIN
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4 – Transmissão de YASMIN
Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, em 27 de Julho de 2005
Gostaria de falar sobre a tua Criança Interna, desde um ponto de vista que talvez nunca tenha chamado a tua atenção: Por um lado, tens ouvido falar muito da Criança Interna – que é apenas uma expressão – e, paralelamente, também tens ouvido falar, cada vez mais, da energia feminina, da Deusa, da Mãe. Enfim, nomes e conceitos, adequados à tua formação humana que funciona à base de definições, dado que, de outra forma, não conseguirias compreender. Enfim, é uma regra do jogo que decidiste jogar quando optaste por fazer este caminho de encarnações no planeta. Mas talvez nunca te tenha ocorrido estabelecer uma ponte entre a Criança Interna e a Deusa.
Talvez fique mais claro se relembrares os atributos da Criança Interna e os atributos da Deusa. Se cruzares essa informação, facilmente irás verificar que não são tão díspares assim.
Acaso a Deusa não é sinônimo de pureza?
Acaso a Deusa não é sinônimo de transparência?
Acaso eu não sou sinônimo de alegria… de inocência… de disponibilidade?
Acaso os meus olhos não brilham com o mesmo brilho da tua Criança Interna?
Então, procura substituir a imagem que tens da tua Criança Interna, pela imagem que fazes de mim.
No entanto, a voz que estás a ouvir não é a minha voz, nem sequer sou eu quem está a transmitir diretamente para este canal humano. A minha intermediária chama-se YASMIN, sobre a qual foi dito que estava na sexta dimensão de Vênus. Para ti, está bem assim; não precisas de mais, por agora.
Então, quando te pedem para exprimires a tua Criança Interna, quem pensas tu que estás a exprimir?
Com quem pensas tu que estás a lidar?
Quando se diz que é a Criança Interna quem faz a ligação com o Espírito, isso é apenas uma forma de dizer, já que a Criança Interna é o próprio Espírito na sua polaridade feminina, Não quer dizer que a polaridade masculina corresponda ao teu Adulto Interno. Não. O Adulto Interno é o que tu fizeste da polaridade masculina: endureceste-o, enquanto escondias a outra polaridade! Foi o que fizeste, porque não tinhas outra opção… Bom, ter, tinhas mas essa era difícil de escolher.
Quando a criança física chega à sua mãe, é a própria Deusa que está fundida com ela; daí o amor que brota dessa relação. É por isso que as crianças têm tendência para suavizar.
E que achas tu que eu faço?
Por que achas tu que eu emirjo agora, precisamente quando aquilo que tu fizeste da vertente masculina do Espírito condiciona completamente a forma como vives e como vivem os teus irmãos, à superfície deste planeta?
Não te parece que, dadas as condições planetárias, chegou o momento para eu me manifestar abertamente e inverter as polaridades?
Não está suficientemente demonstrado onde conduz a vertente masculina do Espírito, desde que endurecida e pervertida?
Espera-se apenas que não desvirtues também a minha polaridade feminina, já que o podes fazer, evidentemente. Enquanto tivestes opção, podes escolher mal. Surjo entre os Humanos, todavia, exatamente para os ajudar a escolher bem.
O que fizeres à tua Criança Interna é a mim que fazes! A forma como a tratares é a forma como te relacionarás comigo. Não quero que me ponhas num altar; quero que me resguardes no teu coração. Não quero que adores; quero que me estendas! Gostaria que fosses um eco da minha vibração. E, quanto menos coisa quiseres para ti, quanto menos escolheres para ti, ou seja, quanto mais escolheres as coisas que eu tenho para ti, mais forte será esse eco.
A frase: “Faça-se a tua vontade e não a minha”, continua válida, só que, agora, tenta dirigir-te ao outro lado da moeda. Presentemente, as condições para abdicares da tua vontade egóica são bastante mais favoráveis do que eram antigamente. Mas tens de estar preparado, porque o teu ego não vai querer abdicar da sua vontade. Isto parece um jogo circular: não tens luz porque é o teu ego que escolhe; é o que teu ego que faz as escolhas porque não tens luz! Mas podes sair desse corrupio através da tua vontade e decisão, podes quebrar esse torvelinho, escolhendo sair dele. Não peças a ninguém para te tirar de lá porque, agora, podes fazê-lo sozinho. Mas estás tão habituado a ser inoperante para contigo mesmo, que não acreditas no que estás a ouvir. Estás programado para a complicação e para a complexidade, mas eu te digo que a tua salvação não está, obviamente, nem nunca esteve, no plano onde te encontras encarnado.
Não há quem te possa salvar! Se esperas que isso aconteça, chegarás atrasado.
Decerto não é a primeira vez que ouves isto, mas é, decerto, a primeira vez que isto procura entrar, o mais profundamente possível, no teu coração. As palavras já tu as conheces; o que não conheces é a força de harmonização que trago comigo. Não são as palavras que te curarão, embora possam ajudar-te. Muito mais forte é o que está contido no silêncio. Mas tu não estás acostumado ao silêncio. Ainda pensas que silêncio é sinônimo de vazio e de estagnação.
Por que procuras por uma mãe fora de ti?
Pode parecer que eu estou fora, mas desde sempre que também estou dentro. E tenho de utilizar as palavras “fora” e “dentro” porque tu estás numa dimensão de dualidade. Desde onde te falo, não há “fora”, nem “dentro”. Por isso, não entendes como podemos estar em todos os lugares simultaneamente. Não me vejas como uma entidade; vê-me como aquilo que anima o teu corpo biológico, e que ainda está para ser descoberto cientificamente. Então, procura fazer comigo o que fazes com a tua Criança Interna ou com os teus próprios filhos de carne e osso: protege-me! Não porque eu precise de ser protegida, mas porque esse sentido de proteção te faz bem, te eleva e te ajuda!
Eu não sou uma criança ou um adulto. Não tenho forma. Mas tu podes dar-me a forma que entenderes.
E eu assumi-la-ei; só tens de decidir. E se, algum dia, tiveres a força necessária para me materializares diante de ti, é essa forma que assumirei para que me possas reconhecer. Mas não digas que eu sou aquilo que viste; diz apenas que viste aquilo que tu julgas que eu sou! Isso evitará que se criem imagens, evitará que se cristalizem formas.
Procura não interpretar com o intelecto o que estás a ouvir; se possível, esquece, até, o que estás a ouvir para poderes concentrar toda a atenção no que estás a sentir. E, se não estás a sentir nada, podes decidir que queres passar a sentir. Que esperas tu sentir? Que julgas tu que eu quero que tu sintas? Trata-se de algo representado por uma palavra que tu conheces bem, mas não sabes o que é: serenidade. É só isso que eu gostaria que sentisses, para poderes tê-lo como modelo em todos os outros minutos que viverás depois de saíres daqui. Era isso que eu queria dizer quando, há pouco, te solicitei e sugeri que me estendesses à superfície desse planeta. Leva a serenidade contigo e estarás compartilhando a tua Criança Interna… ou a Deusa, se quiseres. Não te é pedido mais. Como vês é muito simples.
Mesmo uma crítica feita com serenidade, soa diferentemente. Mas também não te esqueças de juntar a firmeza a essa serenidade, pois não estamos a falar de frouxidão. A serenidade não é uma coisa invertebrada.
Então, vou deixar-te por agora, esperando que me mantenhas contigo. Assim, não me terei ido embora, apenas ter-me-ei calado.
YASMIN
Vitorino de Sousa
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